Bruno Lage confessa: "Tenho sim muita pena de não ter mais tempo de treino"

O desafio entre o Benfica, segundo classificado, com 53 pontos, e o Desportivo de Chaves, 17.º, com 19, está marcado para esta segunda-feira, às 21:15, no Estádio da Luz. "No banco tenho um jovem chamado Jonas que está doido para fazer em campo o que faz nos treinos", elogiou o treinador encarnado.

O treinador do Benfica, Bruno Lage, elogiou o Desp. Chaves, adversário desta segunda-feira, da 23.ª jornada da I Liga e reiterou uma "ambição enorme" dos jogadores para somarem mais um triunfo. E sem esquecer que o jogo antecede o clássico de 2 de março.

Com a equipa a atravessar uma sequência de sete vitórias consecutivas no campeonato, o técnico garantiu que a equipa ainda não pensa no jogo da ronda seguinte com o líder FC Porto e relembrou que na reta final da prova os grandes sentem mais obstáculos para levar de vencida os adversários.

"Espero muitas dificuldades, porque o Chaves tem feito um percurso interessante nos últimos jogos, conquistando alguns pontos, e está na luta pela manutenção. Quando se chega a esta altura do campeonato, estas equipas dão muito trabalho pela sua atitude e pela organização que têm apresentado nos jogos. Estamos concentrados em fazer um bom jogo, organizados, e com uma ambição enorme de vencer", afirmou.

Na conferência de imprensa realizada no centro de estágio do Seixal, o treinador do clube da Luz vincou, de resto, que não houve tempo para pensar ou preparar outros embates, como o futuro duelo para a Liga Europa com o Dínamo Zagreb, face à exigência de estudo dos flavienses.

"Nos últimos dois ou três dias estivemos a ver Chaves-Porto, Chaves-Braga, Marítimo-Chaves e o nosso jogo com o Galatasaray. Cada jogo tem hora e meia e nós levamos duas a três horas a analisar cada um. Depois, ainda temos de comer e dormir, por isso, que tempo sobra? Esta é a nossa forma de trabalhar, não adianta pensar mais além", afirmou.

Bruno Lage garantiu este domingo que não há grandes segredos na forma como gere o fator emocional dos jovens no plantel. "O papel do treinador? É quase nulo. Este é um projeto que já dura há uns anos, não estamos a iniciar nada. É a forma como os jogadores e os homens surgem preparados neste patamar. Se vos disser que quando cá cheguei coloquei o Félix a jogar e não lhe disse nada, só lhe disse que ia jogar, não estaria a mentir, porque não fizemos nada de concreto. A mesma situação com o Tino: soube que ia jogar ao mesmo tempo que os outros na Turquia, a seguir soube que ia ficar de fora nas Aves e depois voltou a jogar com o Galatasaray. Fico satisfeito por sentir nas suas declarações e no dia a dia que sentem que as coisas vão acontecendo. Não estão com pressa, estão tranquilos", respondeu.

"Indoferença total" sobre suspeitas sobre condição física

A boa forma exibida pelo Benfica nos últimos jogos foi alvo de suspeitas sobre a condição física dos jogadores, com o clube a responder à polémica, manifestando-se disponível para controlos antidoping em todas as partidas até ao fim da Liga. Questionado sobre o tema, Bruno Lage vincou a sua "indiferença total" sobre a controvérsia. "Concentro-me muito no meu trabalho, não tenho visto o que fazem os outros clubes, mas até temos tido a preocupação de verem nos treinos abertos a nossa intensidade. Não tenho nada a acrescentar, tenho sim muita pena de não ter mais tempo de treino e mais possibilidades para abrir o treino aos adeptos e a amantes do futebol", explicou.

O desafio frente ao Chaves vai exigir algumas alterações na equipa, nomeadamente na defesa, face ao castigo de Ferro e à lesão de Jardel. No entanto, Bruno Lage desvalorizou uma eventual menor ligação entre os elementos que venham a ser escolhidos para o 'onze' e descartou uma pressão adicional por competir após o triunfo do FC Porto.

"Tentamos criar rotinas com toda a gente e isso foi notório nestas últimas duas semanas, em que fizemos uma gestão equilibrada do plantel, onde os jogadores saem e entram e a dinâmica coletiva está lá. Vou olhar, sim, para o que é o comportamento coletivo", notou, explicando que no ataque há sempre hipótese de mudanças, perante as opções Jonas, "que está doido para fazer em campo aquilo que faz no treino", e Jota, que ainda não se estreou na Liga.

E elogiou Jonas: "No banco tenho um jovem chamado Jonas que está doido para fazer em campo o que faz nos treinos. Cai por terra esse argumento. Temos cinco avançados, incluo sempre o Rafa, que pode fazer mais do que uma posição. São as análises que vamos fazendo. O Jota ainda não teve oportunidade de jogar, estava na minha mente jogar depois do 3-0 nas Aves, mas apareceu a expulsão do Ferro e tivemos de reajustar de outra maneira. Estou muito satisfeito com o trabalho de toda a gente. Há decisões também que são estratégicas e têm de ser levadas em consideração."

O desafio entre o Benfica, segundo classificado, com 53 pontos, e o Desportivo de Chaves, 17.º, com 19, está marcado para esta segunda-feira, às 21.

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