Benfica apresenta lucro de 14 milhões de euros e confirma Caio Lucas

Os encarnados enviaram para a CMVM o relatório e contas do primeiro semestre de 2018/19, anunciando ainda rendimentos operacionais acima dos 103 milhões de euros. Reforço brasileiro chega na próxima época, depois de terminar contrato com o Al Ain

A SAD do Benfica enviou esta sexta-feira para a CMVM o relatório e contas do primeiro semestre do exercício de 2018/19, no qual regista um resultado líquido positivo de 14 milhões de euros, o que corresponde ao quinto ano consecutivo com lucro nos primeiros seis meses de cada exercício.

Ainda assim, os encarnados comunicam que os lucros decresceram 26,6% em relação ao período homólogo do ano passado, quando atingiram os 19,1 milhões de euros. Esta diminuição é explicada com a nova estratégia da sociedade, na retenção do talento das suas equipas, embora admita que o resultado líquido positivo teve a contribuição dos prémios da Liga dos Campeões.

No que diz respeito aos rendimentos operacionais, sem transação de jogadores, a SAD encarnada informa que atingiram a 103,1 milhões de euros, equivalendo a um crescimento de 59,6% em relação ao período homólogo, explicado com as receitas de media TV - receitas de televisão e prémios da UEFA -, que atingiram os 72,1 milhões de euros.

Neste semestre em análise, os encarnados registaram rendimentos totais de 134,5 milhões de euros, mais 20,6% do que nas contas de há um ano.

O Benfica obteve entretanto um resultado de 21,2 milhões de euros com a transação de atletas, para o qual muito contribuíram os 19,2 milhões de euros da venda de Anderson Talisca, além da mais-valia de 50% da transferência de Pelé para o Mónaco.

Enquanto isso, o ativo consolidado registado a 31 de dezembro de 2018 atinge os 468,5 milhões de euros, correspondendo a uma redução na ordem dos 3,4% registados no exercício anterior. Já o passivo consolidado é agora de 367,6 milhões de euros, equivalendo a uma redução de 7,7%. Contudo, os encarnados salientam que o passivo corrente passou de 215,3 milhões de euros para 162 milhões, uma redução de 24,8% explicada pela variação nos empréstimos obtidos.

Finalmente, o capital próprio consolidado é agora de 100,9 milhões de euros, correspondendo a uma melhoria de 14,1 milhões. Neste campo, o Benfica anuncia a intenção de "a médio prazo" conseguir que o capital próprio supere o capital social da SAD, que é de 115 milhões de euros.

No que diz respeito a jogadores, o Benfica anunciou que a renovação do contrato de Salvio até 2022 envolveu um custo de 2,93 milhões de euros, confirmando ainda a chegada do brasileiro Caio Lucas para a próxima época, depois de terminar o contrato com o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos.

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