Barcelona vence em Madrid e regressa ao comando da Liga espanhola

Messi marcou o golo da vitória num jogo onde o português João Félix foi titular, mas substituído aos 66 minutos.

Um golo do inevitável Messi, aos 86 minutos, permitiu neste domingo ao Barcelona vencer em casa do Atlético de Madrid por 1-0, em jogo da 14.ª jornada da Liga espanhola de futebol, igualando o Real Madrid no comando.

Num encontro que contou com João Félix no Atlético até aos 66 minutos, as oportunidades de golo multiplicaram-se para os dois lados, mas foi só na reta final, e numa arrancada do 'astro' argentino, que a partida ficou resolvida, tendo os catalães, campeões em título, arrecadado os três pontos.

Finalizada esta ronda, o Barcelona lidera com 31 pontos, os mesmos que o Real Madrid, que no sábado venceu em casa do Alavés por 2-1.

Em Vitória, no País Basco, o capitão Sérgio Ramos colocou os 'merengues' em vantagem, aos 52 minutos, mas acabaria por cometer uma grande penalidade, que permitiu ao Alavés empatar, aos 65, por Lucas Peréz.

O lateral Dani Carvajal acabaria por dar o triunfo ao Real Madrid, aos 69 minutos, quando apareceu na pequena área para fazer a recarga a um primeiro remate de Isco parado pelo guarda-redes Pacheco.

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Madrid ou a vergonha de Prometeu

O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Agendas

Disse Pessoa que "o poeta é um fingidor", mas, curiosamente, é a palavra "ficção", geralmente associada à narrativa em prosa, que tem origem no verbo latino fingire. E, em ficção, quanto mais verdadeiro parecer o faz-de-conta melhor, mesmo que a história esteja longe de ser real. Exímios nisto, alguns escritores conseguem transformar o fingido em algo tão vivo que chegamos a apaixonar-nos por personagens que, para nosso bem, não podem saltar do papel. Falo dos criminosos, vilões e malandros que, regra geral, animam a literatura e os leitores. De facto, haveria Crime e Castigo se o estudante não matasse a onzeneira? Com uma Bovary fiel ao marido, ainda nos lembraríamos de Flaubert? Nabokov ter-se-ia tornado célebre se Humbert Humbert não andasse a babar-se por uma menor? E poderia Stanley Kowalski ser amoroso com Blanche DuBois sem o público abandonar a peça antes do intervalo e a bocejar? Enfim, tratando-se de ficção, é um gozo encontrar um desses bonitões que levam a rapariga para a cama sem a mais pequena intenção de se envolverem com ela, ou até figuras capazes de ferir de morte com o refinamento do seu silêncio, como a mãe da protagonista de Uma Barragem contra o Pacífico quando recebe a visita do pretendente da filha: vê-o chegar com um embrulho descomunal, mas não só o pousa toda a santa tarde numa mesa sem o abrir, como nem sequer se digna perguntar o que é...