Vitória arrancada a ferros. Porro volta a dar vitória nos 11 metros

O Sporting venceu o Marítimo (1-0), na sétima jornada da I Liga 2021-22, com um golo de grande penalidade. Paulo Víctor foi herói e vilão num jogo com duas bolas no poste e resolvido depois dos 90 minutos.

Foi um triunfo arrancado a ferros e da marca dos onze metros, tal como na jornada passada. Três oportunidades claras de golos, duas bolas no ferro e uma grande exibição defensiva do Marítimo quase impediam o Sporting de vencer na sétima jornada da I Liga. Valeu o golo de penálti de Pedro Porro já depois dos 90 minutos para colocar justiça no marcador (1-0).

Rúben Amorim não fez poupanças para Dormund, manteve o contestado Paulinho e juntou Sarabia ao ataque a exemplo do que tinha feito no Estoril. A única alteração no onze foi o regresso de Feddal ao eixo central, saindo Matheus Reis. Do outro lado Lucas Velásquez surpreendeu com uma mudança tática relevante. Os madeirenses têm atuado em 4x1x2x3, mas frente aos leões jogaram com três centrais (3x5x2) e com Ricardinho e André Vidigal a jogar como avançados.

Mudanças que podem não ter surtido o efeito desejado pelo técnico espanhol, mas que se revelaram eficazes quase até ao fim do jogo. Rossi destruía, Pelágio construía e Xadas atrevia-se no remate. Foi ele o primeiro e único a ameaçar a baliza de Adán com um remate de longa distância.

O bruah das bancadas dão outro ruído ao jogo e fazem de cada lance algo fenomenal, mas os primeiros minutos estiveram bem longe disso. O primeiro remate enquadrado com a baliza só aconteceu depois dos 20 minutos de jogo e por Nuno Santos. O avançado rivalizou com Palhinha pelo troféu de melhor em campo na primeira parte com um remate que levou muito perigo à baliza insular aos 22 minutos, uma bola trave aos 25" e mais uma oportunidade de golo criada aos 36".

Para além dele só Sarabia soube o caminho da baliza do guarda-redes do Marítimo. Aos 41 minutos um lance que é um verdadeiro hino ao futebol. Um remate espetacular e de primeira do espanhol foi desviado da baliza pela ponta da luva de Paulo Víctor, que assim levou a baliza a zero para o intervalo.

Paulo Víctor: herói e vilão

No regresso os protagonistas voltaram a ser os mesmo. Paulo Víctor impediu o golo de Nuno Santos e fez o mesmo com o remate de Palhinha logo depois. Era jogo de sentido único, tal como o foi no primeiro tempo (seis remates e 74% de posse de bola para os leões), mas o guardião insular ia fazendo a diferença... e com a ajuda dos postes. Aos 74 minutos o ferro da baliza insular impediu o míssil de Pedro Porro de entrar na baliza.

Depois de uma boa entrada, a equipa de Rúben Amorim parecia estar com os caminhos fechados para a área visitante. Muito por culpa do defesa central Jorge Saienz, que limpou todas as bolas que iam na sua direção. Havia mais coração do que razão no jogo leonino e o treinador meteu Daniel Bragança para organizar e Jovane para dar velocidade.

A ansiedade das bancadas aumentava a cada minuto e refletia a frustração pela ausência de um golo. O técnico do Sporting tinha dito que um golo chegava para vencer, mas certamente não esperaria tanto dramatismo. Os últimos minutos foram de desespero leonino e sufoco insular.

Parecia escrito que a bola não ia entrar e dar razão ao prognóstico de Velásquez, que antes do jogo tinha dito que comprava o empate sem problema algum. Mas tudo mudou já depois dos 90 minutos. Uma grande penalidade cometida por Paulo Víctor, que acabou expulso e obrigou Edgar Costa a ir à baliza - deu a Porro a oportunidade de voltar a resolver um jogo na marca dos 11 metros. Tinha feito o mesmo frente ao Estoril na jornada passada.

E assim a estrelinha do campeão voltou a iluminar o caminho para mais três pontos no campeonato.

isaura.almeida@dn.pt

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