Vera Barbosa eliminada nos 400 m barreiras. Grandes desilusões para Noruega e Ucrânia

Marca de 56,79 segundos insuficiente para a barreirista estar entre as 24 semifinalistas.

Vera Barbosa, a única portuguesa a competir no quinto dia dos Mundiais de atletismo, em Eugene, no estado norte-americano do Oregon, ficou, na terça-feira, pelas eliminatórias nos 400 metros barreiras.

Partindo com o sexto melhor tempo do ano da quinta e última série, a barreirista natural de Vila Franca de Xira correu de fora, na pista oito, e não confirmou a posição, terminando no sétimo e último lugar, em 56,79 segundos.

A marca, a 42 centésimos de segundo do seu melhor registo de 2022, foi insuficiente para a barreirista do Sporting, que regressou aos campeonatos do mundo, 11 anos depois, estar entre as 24 semifinalistas - a repescagem ficou pelos 56,09 alcançados pela italiana Linda Olivieri.

Vera Barbosa termina no 30.º lugar a competição em Eugene2022, para a qual se qualificou com a 40.ª posição do 'ranking' mundial, detendo a 36.ª marca do ano.

O 24.º lugar obtido em Daegu2011 continua a ser o melhor resultado português na prova, em que Vera Barbosa é a recordista nacional, com os 55,22 que estabeleceu nos Jogos Olímpicos Londres2012, quando chegou às semifinais. Depois, esteve no Rio2016, sem superar as eliminatórias.

A neerlandesa Femke Bol, vencedora da Liga de Diamante de 2021 e medalha de bronze em Tóquio2020, foi a mais rápida da qualificação, em 53,90 segundos, à frente das norte-americanas Sydney McLaughlin e Dalilah Muhammad, campeãs olímpica e mundial, respetivamente, com 53,95 e 54,45.

Noruegueses e ucraniana desiludem

Os noruegueses Karsten Warholm e Jakob Ingebrigtsen e a ucraniana Yaroslava Mahuchikh, grandes favoritos nas provas em que participaram, falharam esta quarta-feira o objetivo do ouro nos Mundiais de atletismo que estão a decorrer em Eugene.

Os três desaires inesperados tornaram o quinto dia da competição, a decorrer na cidade norte-americana até domingo, a jornada das 'surpresas'.

Em poucos minutos, os adeptos da Noruega assistiram à 'queda' dos seus dois campeões olímpicos.

A fechar o programa, os 400 metros barreiras proporcionaram o reencontro do pódio de Tóquio2020, onde Warholm bateu o recorde mundial, há 11 meses.

Apesar de se ter lesionado em junho, Warholm esteve bem nas semifinais e esta quarta-feira começou a corrida na liderança. No entanto, 'estoirou' na reta final e, em grande esforço, terminou no sétimo e penúltimo lugar da final.

A vitória acabou por ser para o brasileiro Alison Dos Santos, bronze nos Jogos Olímpicos, que se reforçou como o terceiro mais rápido de sempre, com 46,29 segundos, recorde dos campeonatos e recorde sul-americano.

Rai Benjamin, dos Estados Unidos, também não desiludiu e repetiu o lugar da final olímpica do ano passado, arrebatando a prata, imediatamente à frente do compatriota Trevor Bassitt.

Era esperada forte concorrência a Jakob Ingebrigtsen por parte de quenianos mas também de britânicos, nos 1.500 metros.

Josh Kerr, bronze em Tóquio2020, era a maior aposta para desafiar o norueguês, mas acabou por ser Jake Wightman a 'sprintar' mais forte, para um recorde pessoal de 3.29,23 minutos.

Ingebrigtsen ainda foi segundo (melhor do que o quarto lugar de Doha2019) e em terceiro ficou o espanhol Mohamed Katir, para um pódio totalmente europeu.

O quarto e o quinto lugar foram para outro espanhol, Mario García Romo, e para Kerr, o que deixou o top-5 sem africanos.

O campeão de há três anos, o queniano Thimoty Cheruyot, ficou-se pelo sexto lugar.

O salto em altura estava anunciado como o momento de consagração da grande favorita, a ucraniana Yaroslava Mahuchikh. Uma situação reforçada pela ausência da campeã olímpica, a russa Mariya Lasitskene, impedida de competir por força das sanções internacionais à Rússia devido à invasão da Ucrânia.

Mas não foi isso que aconteceu, já que 'apareceu' no caminho do ouro a australiana Eleanor Patterson, que com 2,02 metros igualou o recorde da Oceânia.

Mahuchikh passou a mesma altura, mas com mais derrubes, pelo que repetiu a prata de Doha2019 e continua sem um grande sucesso ao ar livre.

Com o bronze ficou a italiana Elena Vallortigara, assegurando assim a sua primeira medalha absoluta, ela que já fora medalhada sub-20 e sub-18.

Na outra final do dia, o lançamento do disco para o setor masculino, o esloveno Kristjan Cech atirou para a vitória com 71,13 metros.

Seguiram-se na classificação dois lituanos, Mykolas Alekna e Andrius Gudzius, com o campeão olímpico, o sueco Daniel Stahl, relegado para quarto lugar.

Destaque ainda, na jornada, para a eliminação, nas semifinais dos 200 metros do campeão dos 100 metros, do norte-americano Fred Kerley.

Já nos 200 metros femininos, seguiram em frente todas as jamaicanas que arrebataram o pódio nos 100 metros.

No quadro global de medalhas, há agora 30 países medalhados, dos quais 18 arrecadaram ouro.

Mesmo sem qualquer novo título esta quarta-feira, os Estados Unidos reforçaram o primeiro lugar, com 18 medalhas (6/5/7), deixando a Etiópia bem distante, com seis (3/3/0).

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