Valtteri Bottas resiste à pressão e intromete-se na luta pelo título

Finlandês escapou aos ataques de Sebastien Vettel e venceu GP da Áustria. Após um início discreto, o n.º 2 da Mercedes entra na luta pelo campeonato - "sempre foi o objetivo"

Valtteri Bottas não se contenta com o estatuto de n.º 2 da Mercedes, após ter sido a solução de recurso encontrada pela escuderia alemã para render Nico Rosberg, devido ao abandono-surpresa do campeão de 2016 no final da temporada. Depois de um arranque discreto, o piloto finlandês começa a provar que pode intrometer-se na luta entre Vettel e Hamilton, pelo título mundial de Fórmula 1: este domingo, resistiu à forte pressão do germânico da Ferrari e venceu o Grande Prémio da Áustria.

O nórdico, de 27 anos, chegado à Mercedes após quatro épocas na Williams, não se conforma com o papel de figurante no confronto inflamado entre Sebastien Vettel e o colega de equipa Lewis Hamilton, pelo domínio do Mundial de F1. E diz que o cetro mundial sempre esteve na sua mira. "Desde o dia em que assinei pela Mercedes, a que mais podia aspirar? [O título] sempre foi o objetivo. Mas não quero falar demasiado, porque ainda não vamos nem a meio da época e não ajuda começar já a pensar nisso", assumiu após a vitória no circuito de Spielberg, na Áustria.

Na verdade, a candidatura só se tornou clara nas últimas semanas - e principalmente após o triunfo na Áustria, o segundo de Valtteri Bottas este ano (e em toda a carreira). O piloto finlandês - que se estreara a vencer na Rússia, em finais de abril - aproveitou a vitória para consolidar o 3.º lugar na classificação do Mundial e aproximar-se de Sebastien Vettel e Lewis Hamilton: está a 35 pontos de distância do alemão e 15 do colega de equipa.

Bottas, que partira da pole position, esteve imparável em Spielberg, mas precisou de resistir aos insistentes ataques de Vettel nas últimas voltas. O alemão, que estivera a larga distância do finlandês (quase 10 segundos), ficou a menos de sete décimos da vitória. "Tive uma sensação de déjà vu do que aconteceu na Rússia [onde o nórdico acabou com 0,617 segundos de avanço]. Ele, no final, quase me apanhava, porque eu estava a perder cada vez mais estabilidade na traseira, devido a uma bolha enorme no pneu traseiro esquerdo. Fiquei muito aliviado por a corrida ter terminado naquela volta", admitiu o piloto da Mercedes.

Já Sebastien Vettel, que podia ter aproveitado para consolidar a vantagem sobre Hamilton e Bottas, não escondeu a desilusão. "Recebi a informação de que ele estava em dificuldades e pressionei. Estava com um ritmo muito bom e penso que em mais uma volta teria conseguido ultrapassá-lo. Queria muito vencer, por isso não estou inteiramente satisfeito", disse, no final.

Ainda assim, o alemão alargou de 14 para 20 pontos o avanço na liderança do Mundial, já que Lewis Hamilton não foi além do 4.º lugar. O britânico, que partira da 8.ª posição (devido a uma penalização de cinco lugares por ter trocado a caixa de velocidades), não conseguiu roubar o 3.º posto a Daniel Ricciardo (Red Bull). O australiano (4.º do Mundial, com 107 pontos) está em alta: somou o quinto pódio consecutivo. No entanto, a figura do momento é mesmo Valtteri Bottas.

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