Último dia do mercado trouxe prendas a Jesus e a Conceição

Sporting contratou o ganês Lumor para o lado esquerdo da defesa. Osorio sai do Tondela para reforçar eixo defensivo portista

O último dia de mercado trouxe duas novidades defensivas para os dois clubes da frente na I Liga: Sporting e FC Porto.

Os leões conseguiram retocar o lado esquerdo da sua defesa. Saiu Jonathan Silva, que nunca foi propriamente muito feliz em Alvalade, e chegou Lumor, ganês de 21 anos, que até então militava no Portimonense.

O negócio com o argentino não deixa de ser apreciável visto que vai cedido à Roma com uma taxa de empréstimo no valor de 500 mil euros com uma cláusula de compra obrigatória cifrada em 5,2 milhões de euros. Em contrapartida, Lumor assina por quatro épocas e meia a troco de 2,5 milhões de euros que os algarvios vão encaixar.

O Sporting ainda terá tentado o regresso de Daniel Carriço e a incorporação imediata de Marcelo, que está assegurado para 2017--2018, para colmatar a saída de Tobias Figueiredo para o Nottingham Forest, mas para já ficou com três centrais apenas.

O FC Porto recebe o empréstimo do venezuelano Osorio, proveniente do Tondela, até final da temporada. O central de 23 anos ocupa uma vaga que estava por preencher desde o início da época: a de quarto central. A lesão de Danilo, que era o backup para a posição, deve ter apressado a conclusão da operação.

Estes foram os negócios de última hora e, numa análise ao mês de janeiro, percebe-se que o Sporting fez um esforço para dotar o seu plantel de mais qualidade. Rúben Ribeiro para jogar no meio-campo ofensivo, Misic e Wendel para as posições seis e oito foram as grandes apostas, principalmente o brasileiro que, tal como o croata, ainda não se estreou mas custou sete milhões de euros (valor não oficial). E ainda regressou Montero, que vê no colombiano o parceiro ideal para Bas Dost no ataque.

O FC Porto, sob o signo do empréstimo, contratou o médio Paulinho ao Portimonense, o avançado Waris ao Lorient e o já citado Osorio ao Tondela. O empréstimo destes futebolistas passará em junho a contratações definitivas pois há cláusulas de compra obrigatória. O FC Porto fez ainda regressar uma das sensações da época futebolística, o avançado Gonçalo Paciência, que foi o melhor marcador da Taça da Liga.

Sporting e FC Porto colocaram ainda futebolistas com ordenados principescos e que não eram primeiras opções. À cabeça Alan Ruiz pelos leões e Layún pelos dragões.

No que diz respeito ao Benfica, manteve o padrão de início de época com pouco ou nenhum investimento; o médio sueco Rakip, proveniente do Malmö, foi contratado a custo zero mas logo foi emprestado ao Crystal Palace.

O Benfica limitou-se a arrumar a casa e a emprestar jogadores que contavam pouco. Realce neste aspeto para Lisandro López (Inter Milão) e Filipe Augusto (Antalyaspor).

O Sp. Braga, que tem um plantel muito elogiado, conseguiu contratar o lateral Diogo Figueiras, que estava no Olympiacos.

Lá por fora nenhum dos portugueses de renome mudou de clube, mas há a destacar o recorde de transferência de um defesa - Virgil van Dijk - e os 120 milhões gastos pelo Barcelona em Coutinho. Este último dia de mercado levou o tão habitualmente contido Arsenal de Arsène Wenger a perder a cabeça pelo gabonês Pierre-Emerick Aubameyang. Os londrinos pagaram 63,75 milhões de euros pelo avançado velocista. Aliás, deu-se um negócio curioso. O Dortmund vendeu Aubameyang ao Arsenal, este cedeu Giroud ao Chelsea, que emprestou Batshuayi... ao Dortmund. Um negócio com efeito castelo de cartas que deve ter deixado toda a gente satisfeita.

Guardiola contratou mais um defesa por um valor superlativo - Laporte por 65 milhões - mas não conseguiu Mahrez...

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