Tuchel. O treinador do Dortmund que se inspira em Jordan

O técnico do adversário do FC Porto aboliu massas, pizas e carne de porco e dá treinos num campo em forma de diamante

"Falhei mais de nove mil lançamentos na minha carreira. Perdi quase 300 jogos. Por 26 vezes confiaram em mim para fazer o lançamento da vitória. Fracassei e voltei a fracassar na minha vida. Por isso, tenho êxito." Esta frase é da autoria de Michael Jordan, o melhor basquetebolista de sempre e um dos desportistas de eleição em termos absolutos.

Thomas Tuchel, treinador do Borussia Dortmund, no dia do arranque dos trabalhos da sua nova equipa fez-se acompanhar de uma folha A4 que afixou no balneário dos jogadores, um método outrora aplicado no seu anterior clube, o Mainz, e que resolveu manter neste novo desafio, o Dortmund que foi de Jurgen Klopp durante sete anos. Claro que ninguém espera que Tuchel, de 42 anos, consiga aquilo que o seu antecessor conseguiu. Foram dois campeonatos, uma Taça da Alemanha e duas Supertaças.

Ainda assim, fazer melhor do que o ano passado não é complicado. Na última época de Klopp, o Dortmund chegou a ser último da tabela. Enquanto o adversário do FC Porto teve de recuperar na segunda volta rumo a um sétimo lugar que lhe proporcionou a qualificação europeia in extremis, Tuchel tirava um ano sabático após cinco anos de grande sucesso como treinador principal do Mainz. Quando saiu, sem a concordância dos dirigentes do clube, foi de uma sinceridade arrebatadora quando lhe perguntaram as razões: "Perdi a ligação e a confiança com os meus jogadores."

Durante o ano de paragem, Tuchel terá aproveitado para fazer uma coisa que realmente o delicia; ler autobiografias de desportistas. Que se saiba, já devorou as histórias do golfista Tiger Woods, dos tenistas Pete Sampras e Roger Federer e ainda, com o seu quê de óbvio, a de Michael Jordan, autor de outra frase que Tuchel utiliza muitas vezes no dia-a-dia: "algumas pessoas querem que algo aconteça, umas sonham que vai acontecer, outras fazem que aconteça."

Chegado a Dortmund, após uma maratona negocial falhada com o Hamburgo, Thomas Tuchel chegou e impôs as suas regras.

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