Três atletas tentam correr a maratona em 1:59:59

Eliud Kipchoge, Lelisa Desisa e Zersenay treinam para este dia desde 2016, um projeto de laboratório da Nike para fazer história.

Breaking2 traduz a intenção de três atletas de alta competição em correr a maratona (42,195 km) em menos de duas horas, "o Santo Graal da corrida", como a apelidam os atletas. Eliud Kipchoge, Lelisa Desisa e Zersenay Tadese treinam há bastante tempo para este dia, num projeto de laboratório da Nike que sai para a estrada, por volta das 05.45 da manhã de sábado (04.45 em Lisboa, uma hora a mais em Itália).

Apesar do evento ser fechado ao público, a Nike vai mostrar tudo no Twitter e Facebook para que fique registado aos olhos de quem quiser ver, o sucesso ou o fracasso da iniciativa que pretende mostrar a fusão do desporto e da ciência.

Correr uma maratona em menos de duas horas parece uma missão impossível até para os profissionais do atletismo, mas os os africanos Eliud Kipchoge, Lelisa Desisa e Zersenay Tadese aceitaram o desafio de tentar quebrar a barreira lendária da 1h59m que ninguém foi capaz de se aproximar. O atual recorde mundial da maratona é de 2:02:57 horas, fixado pelo queniano Dennis Kimetto, a 28 de setembro de 2014, na Maratona de Berlim (Alemanha).

Por isso a marca de equipamentos desportivos reuniu um grupo de especialistas de biomecânica, desenvolvimento de materiais, design, engenharia, fisiologia, nutrição, psicologia e treino para chegar às condições ideais para que a fasquia das duas horas seja superada.

Nada foi deixado ao acaso pela equipa do Breaking2. Até a pista a usar. Segundo os estudos dos especialistas, o ideal era que a corrida acontecesse num circuito fechado protegido do vento, com temperaturas amenas para otimizar as condições. E depois de analisar vários locais chegaram ao Autodromo Nazionale Monza, em Itália, onde a temperatura ronda os 12º e a pressão está abaixo dos 12mmHg. O clima, o asfalto e comprimento (2, 4 Km) foram as outras características a ter em conta para escolher Monza, a pista de velocidade que receber corridas de F1.

"A maratona abaixo das duas horas é uma dessas barreiras épicas que as pessoas querem ultrapassar, como correr 100 metros em menos de de segundos ou uma milha em menos de quatro minutos [façanhas já alcançadas]. Nós só queremos mostrar que pode ser feito e está dentro da capacidade da fisiologia humana", defendeu Tony Bignell, da secção de inovação da Nike, à revista Runners World, quando foi anunciado o projeto em 2016.

Os candidatos escolhidos foram três africanos: o queniano Eliud Kipchoge, o etíope Lelisa Desisa e o eritreu Zersenay Tadese. Pois, o último atleta não-africano a bater o recorde mundial foi o brasileiro Reginaldo da Silva (2:06:05, em 1998) e a melhor marca europeia ainda é do português António Pinto, em (2:06.36, em 2000).

Um desafio que pretendia responder a um outro da Adidas: O Sub 2 Hrs, lançado em 2014 por Haile Gebrselassie detentor do recorde mundial de maratona de 2007 a 2011, e Yannis Pitsiladis, professor e investigador da Universidade de Brighton (Inglaterra) ambicionava chegar à meta das duas horas. Mas podem ser ultrapassados pelos rivais já este sábado...

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