Top 4 sem Federer e Nadal pela primeira vez em 13 anos

Desde 2003, quando o suíço tinha 21 anos e o espanhol 17, que não se via um ranking sem nenhum deles entre os quatro primeiros. Djokovic lidera e João Sousa mantém o 34.º lugar.

Nadal fora do top 4 do ranking. Desde o dia 7 de julho de 2003 que o suíço e/ou o espanhol tinham sempre lugar entre os primeiros quatro da lista mundial. Ontem, 694 semanas (ou 4845 dias) depois, a ATP divulgou um ranking com Nadal em 5.º lugar e Federer em 7.º. O fim de uma era? O suíço já tem 34 anos e está sem competir há meses, o espanhol tem 30 e um histórico de lesões graves.

Na última vez que os dois estiveram fora do big four o cenário era bem diferente. Federer tinha 21 anos e estava numa escalada impressionante rumo ao topo mundial (era 5.º), com o ainda mais jovem Nadal a dar os primeiros passos entre os grandes, aos 17 anos, no 76.º lugar da lista mundial.

Depois disso, o suíço jogou 51 torneios do Grand Slam e só em sete (!) não chegou, pelo menos, aos quartos-de-final, tendo vencido 17. Já Nadal (mais novo quatro anos) ganhou o primeiro major em 2005 (Paris) e desde então disputou 41 Grand Slam, tendo vencido 14.

O que quer dizer que conquistaram um torneio do Grand Slam a cada três em que participaram desde que venceram o primeiro major. Mas Roger Federer já não vence nenhum dos principais torneios há quatro anos (Wimbledon 2012) e Rafa festejou o último há dois anos e meio (Roland Garros 2014).

E o cenário pode ainda piorar para aquele que é considerado o melhor tenista de todos os tempos. Depois de ser atormentado por problemas no joelho, Federer decidiu, a conselho médico, parar após Wimbledon, para não pôr em causa a época de 2017 e talvez a carreira, como o próprio admitiu. E por isso, segundo as previsões, o antigo número 1 do mundo e atual sétimo do ranking ATP acabará o ano fora do top 10 (em 15.º), algo que não acontece desde 2001.

Mas isso não o entristece. Ainda ontem, na apresentação do Australian Open 2017, Federer, detentor de 17 títulos do Grand Slam, disse estar ansioso pelo primeiro torneio do próximo ano, o do esperado regresso: "Mal posso esperar para voltar a jogar o Australian Open. Tenho trabalhado no duro e estou a lutar para ficar saudável e forte. Sinto muito a falta disto. A minha motivação e amor pelo ténis estão mais fortes do que nunca."

Nadal, cliente habitual do top 10 desde 2005, abandonou Roland Garros com um problema nas costas, perdeu os torneios de relva e tem alternado bons e maus momentos, tendo nesta semana descido um lugar no ranking, para dar o 4.º lugar a Kei Nishikori, japonês que igualou o máximo pessoal.

Aliás, essa foi a única movimentação entre os dez melhores, numa lista que continua a ser liderada por Djokovic, apesar da aproximação de Murray (2.º) e Wawrinka (3.º). Quanto a portugueses, João Sousa segue em 34.º e Gastão Elias é 61.º.

Thiem, Kyrgios e Zverev: o futuro

Frederico Gil não tem dúvidas de que Federer e Nadal "não acabaram para o ténis", uma modalidade "em constante renovação" e com "excelentes promessas". Mas há hoje três tenistas que, na opinião do antigo número 1 nacional, são mais do que promessas. "Serão o futuro do ténis" a nível mundial: Dominic Thiem, Nick Kyrgios e Alexander Zverev (ver ao lado). E se o primeiro já é top 10, os outros dois conseguiram nesta semana atingir novos máximos pessoais na carreira. O australiano subiu ao 14.º lugar e Alexander Zverev ao 21.º.

Este último, alemão de origem russa, é uma aposta pessoal de "Fred" Gil: "Conheço-o desde os 4 anos. O Mischa , o irmão mais velho dele, é da minha geração e fizemos muitos torneios juntos. Ele viajava sempre connosco e tanto ele como o irmão eram treinados pelos pais. A escola dele foi o ténis e por isso sei que está determinado a vencer."

O maior triunfo da jovem carreira de Zverev foi alcançado em Halle, na Alemanha, quando venceu o ídolo suíço Roger Federer e chegou à final do ATP500...

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