Tiger Woods entusiasma no regresso à competição

Ex-número 1 mundial foi nono nas Bahamas e deixou bons sinais no primeiro torneio em dez meses, após quarta operação às costas

"Estou entusiasmado." As palavras de Tiger Woods, após a última ronda do Hero World Challenge - um torneio patrocinado pela sua Fundação -, refletem um entusiasmo que se generalizou entre os fãs do golfe após a mais recente tentativa de regresso à competição por parte do golfista estado-unidense, no último fim de semana.

O nono lugar final de Woods (com oito golpes abaixo do PAR), num torneio reservado a 18 dos melhores jogadores do mundo - e, sobretudo, os bons sinais deixados sobre a capacidade para voltar a jogar a um elevado nível -, mereceu grande celebração entre os amantes do golfe, relegando para plano secundário a vitória de Rickie Fowler, com um novo recorde de volta ao campo de New Providence, nas Bahamas (61 pancadas na última ronda).

Mas até Fowler percebe o entusiasmo em redor da performance de Tiger Woods. "Bom, ele é o Tiger Woods. Obviamente, trata-se de alguém com uma carreira decente até aqui", brincou Fowler, um dos melhores valores da nova geração norte-americana que deu sequência ao legado de Woods - tal como Jordan Spieth, Justin Thomas ou o líder mundial Dustin Johnson.

Sem jogar desde fevereiro, quando se retirou do Dubai Desert Classic com dores nas costas, Tiger mostra-se confiante de que, desta vez, aos 41 anos, o regresso à competição será bem-sucedido, depois de ter recuperado da oitava intervenção cirúrgica, em abril passado - a quarta às costas, além de outras quatro ao joelho esquerdo.

Figura maior do golfe moderno, primeira grande estrela da modalidade no século XXI, Woods tem um dos melhores currículos de todos os tempos, com 79 vitórias em torneios PGA (principal circuito norte-americano) e 14 majors (quatro principais torneios) conquistados, a quatro do recordista Jack Nicklaus.

Nos últimos anos, no entanto, tem sido notícia mais por maus motivos do que pelo seu golfe. No 668.º lugar do ranking mundial (era o 1199.º antes deste torneio), sem ganhar um troféu desde agosto de 2013, Tiger foi caindo em desgraça desde o escândalo das suas infidelidades que levaram ao divórcio com a sueca Elin Nordegren, entrando numa espiral de declínio que incluiu terapia contra a adição sexual, lesões várias e uma recente detenção por conduzir sob o efeito de medicamentos, em maio deste ano.

Agora, o nono lugar e o bom golfe mostrado nas Bahamas permitem algum entusiasmo. "Senti-me muito bem. Vou estudar o calendário para o próximo ano e tentar estar bem nos principais torneios", prometeu o antigo n.º 1 mundial, que só recentemente foi ultrapassado, pelo tenista Roger Federer, no topo dos desportistas que mais dinheiro arrecadaram ao longo da carreira. Será o "tigre" capaz de voltar a rugir?

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