William falha penálti e Jesus desespera com sete pontos de atraso

Sporting empatou pela terceira vez consecutiva no campeonato. Desta vez, não foi além do 0-0, na Choupana, diante do Nacional. E assim o treinador leonino iguala o seu pior arranque desde que orienta equipas que lutam pelo título

O Sporting consentiu ontem o terceiro empate consecutivo na Liga ao não ir além do 0-0 na Choupana, diante do Nacional. Um resultado que deixa os leões a sete pontos do líder Benfica, correndo ainda o risco de ver hoje o FC Porto distanciar-se e, se o Sp. Braga vencer o Belenenses, de cair mesmo para o quarto lugar.

Jorge Jesus, que viu William Carvalho falhar um penálti no início do jogo, iguala assim o seu pior arranque de campeonato desde que treina equipas que lutam pelo título, pois em 2010-11, na segunda época na Luz, estava também com 18 pontos à 9.ª jornada, a sete do líder.

Bruno César foi ontem o eleito de Jesus para ocupar o lugar de Adrien Silva, numa tentativa de dar mais criatividade e capacidade de passe ao meio-campo do Sporting, algo que Elias não conseguira fazer com o Tondela. Ao mesmo tempo lançou Lazar Markovic nas costas de Bas Dost, para aproveitar a velocidade e a mobilidade do sérvio e assim encontrar espaços por onde os leões pudessem desequilibrar. É certo que o Sporting entrou no jogo a dominar, a fazer uma boa circulação de bola, mas com dificuldades em abrir espaços, sobretudo por causa de alguma falta de ligação nas jogadas ofensivas.

O Nacional apostava num bloco defensivo mais baixo, para retirar espaço ao adversário, e apostava em saídas rápidas para o ataque, que invariavelmente esbarravam na boa organização defensiva dos leões. Faltava à equipa de Manuel Machado mais intensidade nas marcações à saída do meio-campo do Sporting, equipa que tinha assim a possibilidade de jogar a toda a largura do terreno.

Apesar das dificuldades, a verdade é que o Sporting poderia ter entrado no jogo praticamente a vencer, quando Rui Correia derrubou Coates na área, na sequência de um canto. O penálti foi claro, mas acabou por ser desperdiçado de forma displicente por William Carvalho. Para uma equipa que vinha de uma série dois jogos sem vencer, este era um duro golpe e uma injeção de confiança para o Nacional, que ainda não parecia capaz de incomodar Rui Patrício.

Os leões acabaram por reagir bem ao penálti falhado, pois continuaram à procura do golo. Gelson Martins esteve à beira de alcançá-lo com um remate cruzado defendido por Rui Silva, mas seguiram-se oito minutos loucos em que o golo esteve à vista para os dois lados: o irrequieto Salvador Agra obrigou Rui Patrício a uma excelente defesa, na cobrança de um livre, e depois foi Bas Dost a falhar na pequena área. A primeira parte teve poucas oportunidades, mas foi jogada a um ritmo elevado.

Para o segundo tempo, o Nacional corrigiu os seus defeitos e surgiu com mais agressividade, com os jogadores exercendo grande pressão sobre o portador da bola. O Sporting perdeu capacidade de organizar as jogadas atacantes e perdeu fluidez no seu jogo.

Aos 63 minutos, Manuel Machado jogou uma cartada que podia ter sido brilhante, com a entrada de Ricardo Gomes para o lugar de Tiago Gomes. É que o avançado dos madeirenses, pouco depois, teve um remate desviado por Rui Patrício para a barra e, mais tarde, a dois minutos do final, isolado perante o guarda-redes, cabeceou ao lado.

No banco, em desespero durante toda a segunda parte, Jesus tentou dar velocidade e criatividade ao ataque lançando Joel Campbell e Alan Ruiz, mas nada melhorou nos leões, que tiveram apenas um cabeceamento de Rúben Semedo e um lance em que Bruno César cai na área, ficando a reclamar penálti. Muito pouco para uma equipa que estava obrigada a vencer e que no final viu a contestação dos adeptos subir de tom.

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