VAR , castigos, claques. As propostas dos leões para a AG da Liga

Clube leonino quer questão dos títulos do Campeonato de Portugal discutida

O Sporting vai apresentar na Assembleia Geral da Liga do dia 29 de dezembro uma série de propostas para o futebol português. Num documento a que o DN teve acesso, os leões mostram-se contra algumas ideias defendidas pelo denominado G12, como no caso das declarações sobre arbitragens antes dos jogos. Este grupo composto por 12 clubes profissionais da I Liga defende que os clubes possam perder pontos em caso de declarações que ponham em causa a imparcialidade ou competência dos árbitros, algo que o Sporting considera "inaceitável".

Num documento a que o DN teve acesso, os leões consideram que este tipo de declarações antes dos jogos são "censuráveis na medida em que significam uma forma de condicionamento e coação inaceitável dos agentes da arbitragem e, por isso, devem ser penalizadas".
"No entanto, importa referir que a pena de perda de pontos deve existir e ser aplicada em situações que derivem de assuntos desportivos e com interferência direta no regular funcionamento das competições. Por exemplo, casos de corrupção, adulteração de resultados, apostas ilegais e similares. Esta forma de sanção nunca pode derivar de questões relacionadas com matérias de opinião, por mais graves que elas sejam", defende o Sporting.

O clube de Alvalade considera "um retrocesso" a proposta deste grupo relativamente à suspensão de dirigentes e delegados, que, de acordo com os leões, deveria ter apenas efeitos no âmbito desportivo, como o acesso à zona técnica: "É totalmente inaceitável, para o Sporting, a proposta que visa impedir os dirigentes suspensos de entrarem nos estádios de futebol."

Outra das propostas prende-se com a "uniformização dos meios técnicos para o videoárbitro" defendida pelo G12. Os leões entendem que nesta questão deve ser proibido "em definitivo que os canais de clube possam produzir ou realizar as transmissões dos seus jogos em competições em que o VAR esteja presente, recorrendo às imagens que lhe chegam via operador televisivo".

Relativamente ao valor que os clubes pagam a título de taxa de transmissão televisiva, com o objetivo de criar uma bolsa financeira para custear as melhorias à arbitragem e ao VAR e uma almofada financeira para os clubes que descem de divisão e um apoio aos clubes da II Liga, os leões concordam que "os clubes grandes contribuam mais do que os pequenos". "Mas este contributo tem de ser proporcional e justo. Ou seja, o multiplicador usado tem de ser adequado e não aceitamos que se prejudiquem os chamados clubes grandes apenas porque têm maior disponibilidade financeira", defendem no mesmo documento.

O Sporting entende ainda que, na AG do dia 29, os clubes devem pronunciar-se sobre outros dois temas que não fazem parte da agenda: "Reconhecimento dos títulos do Campeonato de Portugal como títulos de campeão nacional de futebol [...] Esta é uma realidade que afeta todos os clubes na sua generalidade e, em particular, o Sporting, o FC Porto, o Benfica, o Belenenses, o Marítimo, o Olhanense e o Carcavelinhos/Atlético Clube de Portugal."

O outro assunto prende-se com a legalização das claques. "Os clubes não podem continuar a permitir que a lei contra a violência no desporto não seja cumprida [...], o Sporting propõe que a legalização e reconhecimento dos grupos organizados de adeptos seja obrigatória e que os clubes que o não façam sejam absolutamente proibidos da prestação de qualquer espécie de apoio, direto ou indireto, às claques que queiram manter-se na ilegalidade.

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