Sporting virou o resultado mas depois até se perdeu

Leões começaram a perder, mas deram a volta em dois minutos. A segunda parte foi muito fraquinha e valeu ao Sporting um Arouca que está realmente em muito mau estado

Sexta vitória nos últimos sete jogos do Sporting, desta vez em Arouca, por 2-1, conseguindo virar o resultado com uma segunda parte sofrível, acabando com algumas dificuldades escusadas. A verdade é que os leões em duas jornadas recuperaram quatro pontos aos primeiros e isso conta também. A equipa da casa está numa posição tranquila, mas estreou o terceiro treinador e continua a somar derrotas - ontem foi a sétima consecutiva, a pior série do clube na I Liga e a pior da prova deste ano.

O Sporting começou a perder - cruzamento de Vítor Costa, Mateus a antecipar-se de cabeça a Marvin Zeegelaar e a marcar - mas rapidamente tomou conta do jogo e no último quarto de hora do primeiro tempo, em dois minutos, deu a volta ao resultado, com Alan Ruiz e Bruno César. O 4x1x3x2 desenhado por Jorge Jesus conseguia encontrar facilmente os buracos na defesa da casa, sobretudo pelos overlappings nas faixas laterais e foi paulatinamente construindo o jogo antes de construir o seu resultado.

O Arouca vinha de seis derrotas consecutivas e chegou à sétima, porque a equipa está defensivamente muito instável (é uma das mais batidas) e conta com uma cobertura deficiente do meio-campo. O golo inicial valeu de pouco ao treinador que se estreava, Jorge Leitão, que se queixou de falta de compromisso dos jogadores antes da partida e é capaz de ter alguma razão. Mas a verdade é que hoje ninguém sabe bem o que tem a fazer e por isso, além do golo, mesmo perante um Sporting pobre na segunda parte, não teve mais nenhuma jogada de princípio, meio e fim.

Sami era segundo defesa esquerdo, Artur jogava no meio e o meio-campo foi sempre fraquinho, fraquinho, do princípio ao fim, errando passes mesmo quando era até mais fácil fazer o passe certo. Não é possível ganhar jogos assim. E muitas faltas (29), algumas bem perigosas na primeira parte, que ajudaram a que a equipa andasse mais para trás. O adversário também não poupou nas faltas (19) e o árbitro Luís Godinho deu um amarelo a Alan Ruiz, que até podia ser vermelho, porque se desentendeu com André Santos e deu-lhe um pontapé.

O Sporting fez uma primeira parte razoável, para a frente claro, bem ao contrário da segunda. Muitos jogadores vinham das seleções, isso talvez explique alguma coisa (Bas Dost irreconhecível, Bryan Ruiz desapareceu quando passou a jogar ao lado do holandês), William e Schelotto com muitos erros. Mas a oposição era tão fraca que, mesmo sem jogar bem, foi possível reduzir o jogo ao meio--campo defensivo do Arouca. Sporting forte nas bolas paradas a ameaçar duas vezes, algumas tringulações a saírem bem nas alas, alguma velocidade e o domínio do jogo era completo. Em dois minutos resolveu o problema do resultado e a confirmação de que há um momento tranquilo em Alvalade nesta altura.

Não se pode fazer uma segunda parte, porém, sem um único remate, com uma única jogada perigosa no final (Gelson Martins isolado, mas Bolat saiu bem) e Jorge Jesus reconheceu isso no final da partida, essas dificuldades, e não foi só dos jovens, porque houve vários a chutar para onde estavam virados. Schelotto é mesmo jogador para uma equipa que quer ser campeã? Tenho sérias dúvidas e os laterais são sempre um problema para o treinador do Sporting.

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