Sá Pinto e José Couceiro são os preferidos de Sousa Cintra

Até segunda-feira vai ser tomada uma decisão e a SAD está disposta a assumir o risco de fazer contrato válido por um ano apesar das eleições de 8 de setembro

Ricardo Sá Pinto e José Couceiro são os preferidos de José Sousa Cintra para assumir o cargo de treinador do Sporting. O DN sabe que são estes os dois nomes que estão na mente do agora administrador da SAD do Sporting, sendo certo que o dirigente prometeu apresentar o novo treinador "até segunda-feira".

Quer Sá Pinto quer José Couceiro estão livres e têm ambos uma ligação afetiva muito forte ao clube leonino. Independentemente disso, a SAD, que está em gestão apenas até 8 de setembro - data das eleições -, sabe que não vai ser fácil convencer Sá Pinto ou José Couceiro a assumir um compromisso por um período ligeiramente superior a dois meses. No entanto, a SAD tem um trunfo em mãos: acenar com um contrato de um ano, independentemente de haver eleições a 8 de setembro.

O DN sabe que Ricardo Sá Pinto, neste momento, está disponível para o Sporting, clube que levou já a umas meias-finais da Liga Europa e a uma final da Taça de Portugal, perdida para a Académica. A 7 de junho último Ricardo Sá Pinto, que na época passada orientou o Standard de Liège, afirmou não estarem "criadas as condições fundamentais para que volte nesta altura ao Sporting". Basicamente o que mudou foi que Bruno de Carvalho saiu.

Por seu turno, José Couceiro, sobrinho-neto do violino Peyroteo, termina o seu contrato com o Vitória de Setúbal no próximo sábado, ele que já orientou os leões em dez partidas na época 2010-11, tendo promovido, nessa altura, a estreia de William Carvalho.

Estes são os dois nomes que estão em cima da mesa, mas não há nenhum acordo estabelecido. Em bom rigor não se pode, sequer, dizer que o próximo treinador será Sá Pinto ou José Couceiro.

Ao contrário do que foi veiculado, Augusto Inácio nunca foi convidado para treinador, ele que está como diretor para o futebol. Prevaleceu a ideia de Sousa Cintra face à dos restantes membros da comissão de gestão, que pretendiam uma solução de recurso até às eleições. E aí, sim, cabia Augusto Inácio, tal como Luís Martins ou mesmo Manuel Fernandes. "Gosto muito do Inácio, é da casa, mas ele não vai ser o novo treinador", justificou.

Não vai ser Inácio e muito menos Sinisa Mihajlovic, com quem Bruno de Carvalho assinou um contrato válido por três anos a 18 de junho último. "Foi contratado para três anos e uma das primeiras coisas que fez foi alterar o estágio. O Sporting tem compromissos e só nessa alteração perdeu 300 mil euros. Como tal, e como ainda estava no período de experiência, decidimos terminar o contrato com o técnico. É uma carta fora do baralho", reconheceu Sousa Cintra, que garantiu que o treinador já foi informado da decisão da SAD. Ainda assim, o DN sabe que o treinador está inclinado a comparecer em Alvalade na sexta-feira de forma a lutar pelos seus interesses, tudo dependendo do aconselhamento dos seus advogados .

Sousa Cintra, em conferência de imprensa, garantiu que o Sporting "vai lutar para ser campeão" e confirmou a notícia publicada pelo DN de que estava a procurar reverter as rescisões: "Estou a tentar resolver, tenham paciência. Não é de um dia para o outro, mas posso dizer que estou ocupado com esse assunto."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.