Sporting revela: Conselho de Arbitragem vai mostrar relatórios dos árbitros aos clubes

Benfica, FC Porto e Sporting não foram à reunião de presidentes, promovida pelo Conselho de Arbitragem (CA) da Federação, esta quarta-feira.

Os clubes receberam a garantia do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação (FPF), na reunião desta quarta-feira, na Cidade do Futebol, de que os relatórios dos árbitros passarão a ser enviados para os clubes. A decisão foi revelada pelo vogal do Conselho Diretivo do Sporting, Bruno Mascarenhas, à saída da reunião.

"Em breve, o Conselho de Arbitragem dará a possibilidade de termos os resultados dos relatórios dos árbitros assim que possível. Com isso, conseguiremos pacificar, credibilizar e dar transparência ao futebol", adiantou o dirigente sportinguista, apelando ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, que se envolva no cumprimento das regras e das promessas feitas pelo CA.

"Neste momento, passa pela vontade do presidente da FPF, que consideramos ter capacidade e honestidade de fazer cumprir o programa eleitoral deste Conselho de Arbitragem", prosseguiu, confirmando que as 11 propostas de Bruno de Carvalho foram discutidas na reunião.

Bruno Mascarenhas lembrou ainda que os leões têm "sido apoiantes" deste Conselho de Arbitragem: "Não temos interesse nenhum em que haja violência mas não queremos ser prejudicados."

Uma das tais medidas defendidas pelo presidente do Sporting passa por renovar por completo o atual quadro de observadores. Algo que não é possível. "O Conselho de Arbitragem tem hoje um plantel, quer de observadores, quer de árbitros, que vem da época passada e há pouco a fazer sobre isso. O que queremos é que os árbitros sejam defendidos, que possam dar a sua versão dos factos e não estar dependentes de um conjunto de pessoas que antes faziam as classificações. Não pomos em causa a honorabilidade dos observadores mas gostaríamos que o quadro fosse outro, sem estes vícios", completou.

Sp. Braga, Boavista, Vit. Guimarães e Rio Ave

Cosme Machado, consultor do Sporting de Braga para as questões de arbitragem, defendeu, à saída de uma reunião, a necessidade de "estabilidade", a todos os níveis, para o futebol português. O ex-árbitro definiu ainda o que devia ser mais importante: tranquilidade "emocional" para os juízes e clima mais ameno no futebol. E revelou que o presidente do CA, José Fontelas Gomes, não deixou quaisquer "garantias" de que o nível das arbitragens venha a melhorar.

Álvaro Braga Júnior, presidente da SAD do Boavista, enalteceu ideia da reunião, embora esperasse mais. "É sempre positivo dialogar olhos nos olhos. Todos temos a ganhar com isso", afirmou o dirigente aos jornalistas no final do encontro, lembrando "que é preciso mudar em muitos âmbitos, não só na arbitragem".

Já o presidente do Vitória de Guimarães saiu da reunião, na Cidade do Futebol, agradado com a possibilidade de conhecer as explicações dos juízes: "Acho fundamental que o CA consiga encontrar um modelo de comunicar o que deve fazer e explicar o que vai fazer e decidir. Os árbitros não são máquinas, também cometem erros. Mas se souberem explicar ao mundo do futebol porque é que as coisas são como são, fica tudo mais claro."

Também António Silva Campos, presidente do Rio Ave, defendeu que "é importante" que haja esta ligação entre o CA e os clubes. "Recebemos informação e tirámos algumas das dúvidas que podíamos ter no futuro. Nomeadamente, sobre a confiança que podemos ter nos árbitros, para que estes também estejam mais tranquilos futuramente", rematou.

Quem foi e quem falhou a reunião

Os presidentes de Benfica, FC Porto e Sporting não foram à reunião, promovida pelo Conselho de Arbitragem (CA) da Federação, esta quarta-feira, mas fizeram-se representar. O encontro, que durou cerca de três horas, foi agendado na sequência do ambiente de tensão criado pelas críticas às arbitragens, com especial destaque para as intervenções de responsáveis do FC Porto e do Sporting.

Os clubes responderam ao apelo do CA, mas apenas cinco emblemas da I Liga têm os seus presidentes presentes: Vitória de Guimarães, Boavista, Belenenses, Moreirense e Rio Ave.

Paulo Gonçalves, assessor jurídico, e Nuno Gomes, diretor-geral da formação, foram os representantes do Benfica. João Pinto, adjunto do diretor do futebol, esteve em Oeiras em nome do FC Porto. Bruno Mascarenhas, vogal da direção para a expansão e núcleos, representou o Sporting.

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