Sky admite erros no processo do pacote entregue a Bradley Wiggins

Diretor da equipa, Dave Brailsford, salienta que os erros cometidos não significam "batota"

A equipa Sky admitiu hoje que foram cometidos erros no processo do misterioso pacote entregue ao ciclista britânico Bradley Wiggins no Critério do Dauphiné de 2011, que está no centro de uma investigação da Agência britânica antidopagem.

Numa carta publicada na página da Sky, o diretor da equipa, Dave Brailsford, reconheceu que foram cometidos erros, mas salientou que há "uma diferença fundamental entre falhas de procedimento e batota".

"Os acontecimentos dos últimos meses destaparam áreas onde foram cometidos erros pela Team Sky. Alguns membros do 'staff' não cumpriram totalmente as políticas e os procedimentos que existiam na altura. Infelizmente, esses erros significam que não fomos capazes de providenciar os registos dessa corrida específica. Aceitamos a nossa responsabilidade. No entanto, as assunções subsequentes sobre a forma como a Sky opera são imprecisas ou subentendem implicações que simplesmente são falsas", pode ler-se no texto.

Nas últimas semanas, a entrega de um pacote misterioso ao ciclista Bradley Wiggins, primeiro britânico a vencer o Tour (2012), durante o Critério do Dauphiné de 2011, tem sido alvo de uma grande controvérsia, que levou a uma investigação por parte da Agência britânica antidopagem e do parlamento britânico.

As audiências aos vários elementos da equipa britânica puseram em evidência a ausência de registos médicos que sustentem a versão de Wiggins de que a encomenda, que foi transportada desde o Reino Unido até França, continha um medicamento autorizado para a asma.

Na semana passada, a diretora executiva da Agência britânica, Nicole Sapstead, disse numa audiência no parlamento britânico que a sua entidade está a investigar a possibilidade de o produto entregue a Wiggins ser um corticoide proibido chamado Triamcinolona.

"O nosso compromisso antidoping tem sido o princípio basilar da Sky desde a sua criação. A nossa missão é correr e ganhar limpo e é o que temos feito nos últimos oito anos", destacou ainda Brailsford, o mentor principal da equipa que venceu as edições de 2012, 2013, 2015 e 2016 da Volta a França, das quais as três últimas com Chris Froome.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG