Ronaldo vai tentar subir mais um degrau na história do futebol

CR7 é o terceiro melhor marcador de sempre em seleções. E se marcar três golos na Rússia chega aos 84 e iguala o mítico Puskas. O iraniano Ali Daei acredita que, um dia, o melhor do mundo ainda vai bater o seu recorde (109)

Cristiano Ronaldo dá esta sexta-feira à tarde (19.00, RTP1), em Sochi, na Rússia, o pontapé de saída para o quarto Mundial da sua carreira. O capitão da seleção nacional iniciará frente à Espanha aquele que será o seu último Campeonato do Mundo e, ao mesmo tempo, a última oportunidade para ficar na história do torneio - em 2022, no Qatar, CR7 terá 37 anos.

E uma das grandes marcas que Ronaldo pode alcançar já durante o torneio da Rússia é tornar-se o segundo melhor marcador de sempre de seleções. Nesta altura, tem 81 golos em 141 partidas, estando a apenas três de igualar o mítico Ferenc Puskas, avançado húngaro que entre 1945 e 1956 registou 84 remates certeiros em 85 partidas pela sua seleção.

Inalcançável neste Mundial será CR7 apanhar o líder deste ranking, o iraniano Ali Daei, que atingiu a marca impressionante de 109 golos nas 149 partidas que realizou entre 1993 e 2006. Mas o próprio acha que o português ainda o vai superar. "Não será tão cedo, mas creio que o Ronaldo vai bater o meu recorde", assumiu Daei em declarações ao jornal espanhol Marca, acrescentando que "para Ronaldo fazer 28 golos precisa de tempo", mas lembrando que "os recordes existem para ser batidos". Ali Daei considera mesmo que "Cristiano é o melhor goleador desta era" do futebol.

Ou seja, três golos é quanto falta para Ronaldo subir mais um degrau na história do futebol mundial. Se o conseguir é sinal de que alcança o melhor registo pessoal em Mundiais, pois neste momento contabiliza três golos, precisamente um em cada fase final que disputou.

Ou seja, a marca de CR7 ainda não ficou gravada na história dos Mundiais, apesar de em 2006, na Alemanha, ter ajudado Portugal a chegar às meias-finais, numa altura em que ainda não era o protagonista principal da equipa das quinas - havia Luís Figo - e nem sequer tinha subido ao trono de melhor futebolista do mundo, o que só aconteceu pela primeira vez em 2008.

No Mundial da Alemanha, Ronaldo marcou o seu golo ao Irão, na fase de grupos, tendo as outras vítimas sido a Coreia do Norte, no torneio realizado na África do Sul em 2010, e o Gana, em 2014 no Brasil.

Rei em quase todas as provas

O Campeonato do Mundo é a competição que estará por certo atravessada na garganta de Ronaldo por ser a única em que ainda não impôs a sua lei. Isto porque é, a par do francês Michel Platini, o melhor marcador da história dos Europeus, com nove golos, marca que ainda poderá superar dentro de dois anos.

Além disso, CR7 é o rei dos marcadores da Liga dos Campeões, com 120 remates certeiros, mais 20 do que o argentino Lionel Messi. Tem ainda o recorde de golos no Mundial de clubes, com sete, mais dois do que a estrela do Barcelona. E é, há muito tempo, o jogador com mais golos marcados na história do Real Madrid: 450, com larga vantagem sobre o histórico Raúl (323).

Só na Liga espanhola não lidera a tabela de goleadores de sempre, porque Messi tem mais cinco campeonatos disputados - 126 jogos -, o que permite ao argentino contabilizar 383 golos, mais 72 do que CR7.

Chegar ao recorde de golos nos Mundiais é tarefa praticamente impossível para CR7, pois o alemão Miroslav Klose contabiliza 16, o que significa que teria de marcar 13 para atingir essa marca. De qualquer forma, Ronaldo já mostrou que com ele em campo pode acontecer qualquer coisa de mágico... É isso que todos esperam nos relvados da Rússia.

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