Ricardo Carvalho quer chegar à final e só depois pensar no título

O defesa-central garantiu que esta é uma seleção ambiciosa e assumiu que ainda não sabe quando terminará a carreira

Ricardo Carvalho afirmou esta terça-feira que apesar da ambição que reina na seleção nacional é necessário pensar passo a passo antes de pensar na final do Euro 2016.

"Temos de ser sérios: temos feito um bom trabalho, estamos unidos e temos ambição de chegar lá e fazer uma boa campanha. Temos de ir passo a passo e estamos preparados para as dificuldades. É importante começar bem, mas se não conseguirmos temos os outros jogos. É obrigatório passar a 1.ª fase e, claro, se as começarmos bem as coisas ficam mais fáceis", explicou o defesa-central do Mónaco.

O internacional português lembrou os bons momentos que passou na equipa das quinas e firsou que para ganhar é necessário chegar primeiro à final, tal como aconteceu em 2004. "Este ano é a mesma coisa: primeiro queremos chegar lá e depois há que tentar ganhar", acrescentou.

O internacional português não vê a concorrência na defesa como um fator negativo: "Obriga-nos sempre a sermos melhores, nos treinos e nos jogos. Sabemos que não podemos errar."

Sobre a possibilidade de Nuno Espírito Santo ser o próximo treinador do FC Porto, Ricardo Carvalho admite que "o FC Porto não passa por um bom momento", mas tem esperança no futuro: "Espero que o Nuno faça num bom trabalho, caso se confirme, e que ponha o FC Porto a ganhar novamente. Conheço-o bem, fui colega dele mas não fui treinado por ele. Sei o seu percurso mas não conheço o trabalho."

Aos 38 anos, Ricardo Carvalho garantiu que não pensa no futuro no que diz respeito à sua carreira de futebolista. "Com a minha idade, só penso no presente, nos treinos, em jogar bem o primeiro, segundo e terceiro jogos do Europeu. Chega-se a uma idade em que tens de pensar no presente e não muito no futuro", resumiu, deixando a certeza de que o segredo da longevidade "está na cabeça".

"É uma luta que tenho comigo próprio: tentar jogar o mais tempo possível, mas com a idade vai chegar uma altura em que não vai dar mais. Enquanto a cabeça e o corpo quiserem, vou continuar. Descanso mais do que o normal e gosto de estar tranquilo. A idade obriga-me a ter mais repouso do que os meus colegas", revelou.

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