Santos diz que Rafa lhe pediu dispensa do estágio e à FPF pediu renúncia

Na segunda-feira, Rafa, de 29 anos, pôs termo à sua carreira na seleção nacional alegando "razões do foro pessoal", mas o selecionador dá a entender que foi apanhado de surpresa.

O selecionador Fernando Santos esclareceu esta sexta-feira que Rafa Silva solicitou inicialmente a dispensa do estágio para a Liga das Nações e, posteriormente, informou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que iria renunciar à principal equipa das quinas.

"Recebi a comunicação do Rafa que não estava disponível para integrar o estágio por razões pessoais e ao treinador compete respeitar aquilo que é a decisão. O que me comunicou foi a pedir dispensa do estágio e depois comunicou à FPF a indisponibilidade para fazer parte da seleção", explicou Fernando Santos, no início da conferência de imprensa de antevisão ao encontro com a República Checa, o penúltimo do Grupo A2.

Na segunda-feira, Rafa, de 29 anos, pôs termo à sua carreira na seleção portuguesa, após 25 internacionalizações pela equipa principal, alegando "razões do foro pessoal", mas só esta sexta-feira o selecionador luso comentou a decisão do jogador do Benfica.

"Temos de respeitar, é o mais importante. Tive sempre uma ótima relação com o Rafa, como tenho com todos os jogadores da seleção. Foi o que aconteceu", acrescentou.

A chamada do estreante Gonçalo Ramos, que atua igualmente do Benfica, foi para fazer face aos problemas físicos de João Félix, segundo Fernando Santos, que garantiu a ausência do atacante do avançado do Atlético de Madrid para o jogo de sábado.

"O que aconteceu foi que no primeiro dia de estágio percebi que dificilmente o Félix poderia estar neste jogo. A vinda do Gonçalo Ramos teve que ver com o Félix. Vamos ver se para o jogo da Espanha estará, mas [o Gonçalo Ramos] não veio como substituo do Rafa", garantiu.

A dispensa do experiente central Pepe, por culpa de problemas físicos, também mereceu uma explicação por parte do técnico, que não considerou necessário chamar um substituto, uma vez que tem à disposição Rúben Dias, Tiago Djaló e Danilo, médio de origem.

Sobre o adversário, Fernando Santos lembrou a vitória dos checos sobre a Suíça (2-1) e o empate com a Espanha (2-2), na primeira e na segunda jornada, respetivamente, e alertou para os "enormes problemas".

"[A República Checa] tem jogadores de muita qualidade, é uma equipa que sabe o que faz e cria sempre enormes problemas. Em Portugal foi assim e tiveram três, quatro e cinco situações. Espero equipa semelhante, mas temos de olhar para nós e impor o nosso jogo", apontou.

O encontro entre checos e lusos, no sábado, tem início marcado para as 19:45 (em Lisboa), na Eden Arena, em Praga, e será arbitrado pelo sérvio Srdjan Jovanovic. Na sexta e última ronda, marcada para terça-feira, Portugal recebe a Espanha, em Braga.

Concluídas quatro jornadas da Liga das Nações, Portugal está no segundo posto do Grupo A2, com sete pontos, após triunfos sobre Suíça (4-0) e República Checa (2-0), ambos em Lisboa, um empate em Sevilha, com a Espanha (1-1), e uma derrota em Genebra, perante os helvéticos (1-0).

A Espanha é quem lidera a 'poule', com oito pontos, enquanto a República Checa é terceira, com quatro, e a Suíça a última, com três.

A formação das 'quinas', vencedora da primeira edição da Liga das Nações, em 2019, precisa de vencer o agrupamento para chegar à 'final four' da terceira edição, sendo que a segunda foi conquistada pela França, numa final com a Espanha, em 2021.

Os quatro vencedores dos grupos da Liga A qualificam-se para a fase final, que inclui meias-finais, final e partida de atribuição do terceiro lugar. A 'final four' da terceira edição da prova será realizada em junho de 2023.

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