Sam Sunderland vence prova pela segunda vez nas motas

Esta é a segunda vitória do piloto que, em 2017, se tinha tornado no primeiro britânico a ganhar o Dakar. Sam Sunderland admitiu que este triunfo "sabe melhor" do que o primeiro.

O britânico Sam Sunderland (GasGas) conquistou esta sexta-feira a segunda vitória na carreira no rali Dakar de todo-o-terreno ao vencer a 44.ª edição, cuja 12.ª e última etapa terminou em Jeddah, na Arábia Saudita.

Aos 32 anos, Sunderland concluiu as 14 tiradas com o tempo de 38:47.30 horas, deixando o segundo classificado, o chileno Pablo Quintanilla (Honda) na segunda posição, a 3.27 minutos. O austríaco Mathias Walkner (KTM) foi o terceiro, a 6.47 minutos.

Na etapa de hoje, que ligou Bisha a Jeddah, com 164 quilómetros cronometrados, a vitória coube a Quintanilla, com o tempo de 1:40.00 horas, com o australiano Toby Price (KTM) em segundo, a 18 segundos, e o chileno José Ignacio Cornejo (Honda) em terceiro, a 29 segundos.

Esta é a segunda vitória final de Sunderland, piloto que, em 2017, se tinha tornado o primeiro britânico a ganhar o Dakar.

Por sua vez, é a primeira vitória da Gas Gas, construtor originalmente espanhol, que foi comprado pela KTM em 2019, quando estava à beira da falência.

Desta forma, o construtor austríaco interrompeu a senda vitoriosa da Honda, que tinha conquistado a prova nos dois anos anteriores, sob o comando do português Ruben Faria.

Rui Gonçalves (Sherco) foi hoje o melhor português nas duas rodas, na 11.ª posição, a 5.20 minutos do vencedor. Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) foi 16.º, a 7.44, enquanto António Maio (Yamaha) foi 19.º, a 9.20.

Mário Patrão (KTM) foi 45.º, Pedro Bianchi Prata (Honda) 86.º, Alexandre Azinhais (KTM) 87.º, Arcélio Couto (Honda) 101.º e Paulo Oliveira (KTM) 105.º.

Na geral, Joaquim Rodrigues Jr. foi 14.º, a 1:15.44 horas do vencedor, António Maio foi 21.º e Rui Gonçalves terminou em 24.º.

Mário Patrão foi 42.º, sexto entre os pilotos sem assistência e primeiro dos veteranos, enquanto Alexandre Azinhais concluiu a prova em 69.º, Arcélio Couto em 80.º, Pedro Bianchi Prata em 105.º e Paulo Oliveira em 116.º.

Nos quads, venceu o francês Alexandre Giroud (Yamaha), 25 anos depois de o pai, Daniel, se ter tornado no primeiro piloto a terminar a corrida num quad.

Nos veículos ligeiros, o norte-americano Seth Quintero (OT3), de 20 anos, alargou o seu recorde para 12 vitórias em etapas numa mesma edição, depois de, em 2021, se ter tornado no mais novo a vencer uma etapa na prova.

Mário e Rui Franco (Yamaha) terminaram na 17.ª posição, o que lhes valeu o 13.º posto final, a 13:23.43 horas do vencedor, o chileno Francisco Lopez (Can-Am).

Nos SSV, Luís Portela de Morais e David Megre (Can-Am) fecharam a prova com um 24.º posto na derradeira etapa, sendo sétimos da geral desta categoria e melhores portugueses na classificação nesta edição.

Terminaram a 3:20.29 horas do vencedor, o norte-americano Austin Jones (Can-Am), que recuperou a liderança nesta derradeira tirada, depois de o companheiro de equipa, o espanhol Gerard Farrés (Can-Am) ter abrandado no último quilómetro para deixar passar o seu chefe de fila.

Rui Oliveira e Fausto Mota (Can-Am) terminaram em 16.º lugar.

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