Mercedes de George Russell cortou a meta em primeiro na corrida inaugural do novo Mundial de F1
Mercedes de George Russell cortou a meta em primeiro na corrida inaugural do novo Mundial de F1JAMES ROSS/EPA

Russell vence na Austrália e Mercedes domina abertura da F1, com chuva de críticas aos novos carros

Desde Max Verstappen a Lando Norris, foram muitos os pilotos a criticar duramente os novos motores híbridos
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O britânico George Russell conquistou este domingo (8) a vitória no Grande Prémio da Austrália de 2026, a primeira prova da nova temporada de Fórmula 1, disputada no circuito de Melbourne. O piloto da Mercedes liderou um domínio claro da equipa alemã, terminando à frente do colega de equipa Kimi Antonelli.

Partindo da pole position após dominar a qualificação, Russell resistiu a um início muito disputado com o monegasco Charles Leclerc, das Ferrari. Nas primeiros nove voltas, os dois pilotos trocaram a liderança por sete vezes, protagonizando um duelo intenso no arranque da corrida.

A prova acabou por se decidir na estratégia. Após a entrada de um período de virtual safety car, provocado pela desistência de Isack Hadjar (Red Bull), a Mercedes chamou imediatamente os seus dois pilotos às boxes para trocar pneus médios por duros. A decisão permitiu-lhes completar as restantes 45 voltas sem nova paragem e ganhar vantagem decisiva.

Russell acabou por cruzar a meta com quase três segundos de vantagem sobre Antonelli, garantindo a primeira vitória da Mercedes em Melbourne desde 2019, e logo com dobradinha. Já Leclerc terminou em terceiro, a mais de 15 segundos, prejudicado pela estratégia da Ferrari, que optou por prolongar o primeiro jogo de pneus.

O companheiro de equipa do monegasco na escuderia italiana, o heptacampeão mundial Lewis Hamilton, foi quarto, depois de ter chegado a liderar momentaneamente a corrida. Já o atual campeão do mundo Lando Norris, da McLaren, terminou em quinto.

Quanto ao tetracampeão Max Verstappen (Red Bull), recuperou de um 20.º lugar na grelha, após acidente na qualificação, para terminar em sexto.

George Russell, vencedor do primeiro Grande Prémio da temporada
George Russell, vencedor do primeiro Grande Prémio da temporadaJOEL CARRETT/EPA

Muitas críticas aos novos carros

 Desde Max Verstappen a Lando Norris, foram muitos os pilotos a criticar duramente os novos motores híbridos, que dão prioridade à gestão de energia e à regeneração.

Norris afirmou que os carros passaram de "melhores para piores" após a qualificação de sábado e reiterou as críticas depois de terminar em quinto lugar na corrida de domingo. "É uma pena, o carro é muito artificial, dependendo do que a unidade de potência decide fazer e, às vezes, faz isso aleatoriamente", disse, citado pela agência Reuters.

"Às vezes, simplesmente és ultrapassado por cinco carros e não podes fazer nada a respeito. Mas não há nada que possamos mudar a esse respeito, por isso não faz sentido dizer mais nada, pelo menos para mim."

 Já Verstappen, também citado pela Reuters, disse esperar que a Fórmula 1 e a FIA, entidade que rege o setor, ouçam as reclamações e façam mudanças. "Nós só queremos o melhor para este desporto. Não criticamos apenas por criticar", disse o neerlandês. "Somos críticos por um motivo: queremos que seja uma Fórmula 1 de verdade, uma Fórmula 1 com turbo. Hoje, mais uma vez, não foi o caso."

 Quanto ao vencedor, George Russell pediu aos críticos que deem tempo para que os novos regulamentos da Fórmula 1 provem ser eficazes. "Toda a gente é muito rápida a criticar. É preciso dar uma hipótese às alterações", disse na conferência de imprensa após a corrida.

"Somos 22 pilotos. Quando tínhamos os melhores carros e éramos os mais felizes, todos reclamavam que as corridas eram uma porcaria. Agora os pilotos não estão totalmente satisfeitos, mas todos disseram que foi uma corrida incrível. Não dá para ter tudo."

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