Nadadores inventaram assalto para esconder desacatos

Polícia brasileira concluiu investigação sobre os atletas norte-americanos, já chamados de "baderneiros campeões"

É uma verdadeira novela, como aquelas que vêm do Brasil. Só que esta é da autoria de quatro nadadores norte-americanos. Os atletas, que afirmaram ter sido assaltados no Rio de janeiro, com armas apontadas à cabeça, terão, afinal, inventado o episódio. É nisso que acredita a policia brasileira. Segundo as últimas informações avançadas pela imprensa do Brasil, Bryan Lochte, James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger embriagaram-se, provocaram distúrbios numa bomba de gasolina e inventaram o assalto para esconder a situação.

Segundo avança o site da Veja, os nadadores olímpicos norte-americanos vinham de uma festa e pediram ao taxista para parar numa bomba de gasolina na Barra da Tijuca, tendo iniciado uma cena de vandalismo. De acordo com a mesma fonte, que chama os atletas de "baderneiros", estes "chegaram a fazer xixi com as calças arriadas e acabaram quebrando uma placa publicitária".

Os funcionários da bomba de gasolina só na terça-feira terão percebido que os protagonistas do desacato eram os mesmos que diziam ter sido assaltados. Foi então que contactaram as autoridades, que já estão na posse das imagens de videovigilância. "Não teve assalto algum. Eles inventaram isso porque estão com vergonha do que fizeram", disse um funcionário à Veja.

Ainda segundo a mesma fonte, um cliente da bomba de gasolina, polícia, chamou a atenção dos atletas e ameaçou chamar as autoridades, o que acabou mesmo por acontecer. Só que os nadadores começaram a fugir, o que levou este cliente a sacar da arma e a mandá-los parar. Segundo a Veja, todos se atiraram ao chão exceto Bryan Lochte, vencedor do ouro nos 4x200 livres. Depois, um dos nadadores ofereceu dinheiro para pagar os estragos.

A polícia duvidou da primeira versão dos nadadores, de que teriam sido vítimas de um assalto, devido aos testemunhos contraditórios e às imagens de videovigilância que mostravam a chegada ao hotel. Foi isso que levou a Justiça do Rio de janeiro a ordenar a apreensão dos passaportes, na quarta-feira.

Só que Bryan Lochte já tinha deixado o Brasil. Gunnar Bentz e Jack Conger foram retirados, ainda ontem, do avião em que iriam viajar de volta para os Estados Unidos.

Em entrevista à NBC, Lochte contou entretanto uma versão ligeiramente diferente da inicial, aumentando as dúvidas sobre o sucedido.

O nadador, de 32 anos, disse agora que o assalto tinha ocorrido numa bomba de gasolina e não a certo ponto do percurso até à Aldeia Olímpica Segundo Lochte, os quatro nadadores foram à casa de banho da bomba e, quando voltaram ao táxi que os transportava, o motorista não ligou o carro. "Foi nessa altura que dois homens se aproximaram do veículo com armas e distintivos da polícia", descreveu o nadador.

Bryan Lochte deverá responder às perguntas da polícia brasileira por carta.

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