RD Congo será o primeiro adversário de Portugal no Mundial, que volta a não ter a Itália
A República Democrática do Congo garantiu na madrugada desta terça-feira, 1 de abril, a segunda presença num Campeonato do Mundo de futebol, ao vencer a Jamaica, por 1-0, no play-off intercontinental de acesso à competição em que irá integrar o grupo de Portugal, com quem fará o primeiro jogo do torneio.
Em Guadalajara, no México, um golo do defesa Axel Tuanzebe, no prolongamento, aos 100 minutos, assegurou o triunfo e a qualificação dos congoleses, que chegaram a esta ‘repescagem’ depois de terem ultrapassado o play-off da confederação africana (CAF).
Esta será a segunda participação da seleção africana num Mundial, 52 anos depois de ter disputado o Alemanha1974 ainda como Zaire, sendo que na altura não passou da fase de grupos, perdendo as três partidas, com Escócia, Jugoslávia e Brasil.
Iraque conquista última vaga ao vencer Bolívia
O Iraque finalizou o lote de 48 seleções do Campeonato do Mundo com a vitória frente à Bolívia, por 2-1, no play-off intercontinental.
A seleção iraquiana venceu os sul-americanos, em Monterrey, no México, com golos do avançado Ali Al-Hamadi, aos 10 minutos, e do ponta-de-lança Aymen Hussein, aos 53 minutos.
A Bolívia, que procurava a quarta presença num Mundial, 32 anos depois da última presença numa fase final, ainda conseguiu empatar, aos 38 minutos, pelo avançado Moisés Paniagua.
Com este triunfo, o Iraque vai disputar pela segunda vez uma fase final do Mundial, 40 anos após a inédita presença em 1986, na edição disputada no México, saldada com três derrotas.
República Checa e Bósnia voltam às fases finais, Itália novamente fora
República Checa e Bósnia-Herzegovina precisaram do desempate por penáltis para serem as últimas seleções europeias a garantir o apuramento através do play-off, deixando respetivamente, Dinamarca e Itália, que falha uma fase final pela terceira vez seguida.
A Itália, campeã do mundo em 1934, 1938, 1982 e 2006 e finalista em 1970 e 1994, vai estar ausente de uma fase final pela quinta vez, a terceira seguida, depois de ter ficado pela fase de grupos em 2010 e 2014, apesar de, pelo meio, ter conquistado o Euro2020, disputado em 2021.
A Bósnia-Herzegovina foi a responsável pela eliminação da ‘squadra azzurra’, ao vencer na ‘lotaria’, por 4-1, em Zenica, após a igualdade 1-1 no tempo regulamentar e no prolongamento, com o golo inaugural de Moise Kean e a igualdade de Tabakovic, assegurando a segunda presença em fases finais, depois da estreia em 2014.
Também a República Checa tem apenas uma presença em fases finais como nação independente, em 2006 – todas as outras oito como Checoslováquia, incluindo as das chegadas às finais em 1934 e 1962.
A segunda qualificação, conquistada hoje, também foi assegurada com a vitória na receção à Dinamarca, nos penáltis, por 3-1, após a igualdade 1-1 no tempo regulamentar e 2-2 no prolongamento, depois de ter estado duas vezes a vencer.
Cerca de uma hora antes, Turquia e Suécia asseguraram o regresso às fases finais ao vencerem Kosovo e Polónia, respetivamente.
A Turquia venceu por 1-0 no Kosovo, , com um golo de Kerem Aktürkoglu, antigo avançado do Benfica, aos 53.
A seleção turca vai estar pela terceira vez numa fase final, 24 anos depois de ter sido terceira na edição disputada na Coreia do Sul e no Japão. Antes, só tinha estado presente em 1954.
Após a ausência em 2022, a Suécia também volta às fases finais, para a 13.ª presença, graças ao triunfo caseiro diante da Polónia, por 3-2, selado com um golo de Viktor Gyökeres, ex-avançado do Sporting, aos 88, num jogo em que Gustaf Lagerbielke, o defesa central do Sporting de Braga, também marcou.
A Suécia tem como melhor resultado em Mundiais a presença na final em 1958, tendo ainda sido terceira em 1950 e 1994.
A 23.ª edição do Campeonato do Mundo vai ser disputada entre 11 de junho e 19 de julho, por 48 seleções.

