As 16 seleções da UEFA apuradas para o Mundial que esta quinta-feira, dia 11, se iniciou na América do Norte valem mais, segundo o site especializado em valor de mercado Transfermarkt, do que as 32 equipas das outras cinco confederações em prova. Desequilibra as contas o facto de as cinco seleções mais caras serem do Velho Continente. Mas em média, isto é, dividindo o valor total de cada confederação pelo número de participantes, os europeus ainda lideram mas perseguidos de perto, sem surpresa, dos sul-americanos.Vamos às contas: no total, as 16 seleções europeias valem 10.436,9 milhões de euros, contabilizou o site Winsports. Mais, portanto, do que as seis da Conmebol (América do Sul) – pouco menos de três mil milhões –, do que as 10 da CAF (África) – quase 2,5 mil milhões –, do que as seis da Concacaf (América do Norte, Central e Caraíbas) – perto de 900 milhões –, do que as nove da AFC (Ásia) – pouco mais de 700 milhões – e, claro, da OFC (Oceânia), representada apenas pela Nova Zelândia, uma vez que a Austrália está integrada à AFC, avaliada em 34,6 milhões, todas juntas.Dividido esse valor pelo número de vagas, a Europa continua a liderar mas perseguida de perto pela América do Sul, onde moram o atual campeão do mundo, a Argentina, e o maior vencedor da competição, o pentacampeão Brasil: a média das seleções europeias é de 652 milhões e a das sul-americanas é de 493 milhões. Ou seja, em média as seleções europeias valem só 1,32 vezes mais do que a média das sul-americanas. A partir daí, a distância para CAF, Concacaf, AFC e OFC, por esta ordem, aumenta consideravelmente.Contribui para a superioridade da UEFA o facto de serem só seleções locais a ocupar o top-5 das mais caras. Quatro delas, após compilação do site Sportingpedia, superam mesmo os mil milhões – a França, líder do ranking mundial da FIFA e com Mbappé (180 milhões) e Olise (150) no elenco; a Inglaterra, atual vice-campeã europeia e cuja estrela, Kane, é apenas o 10.º mais caro do grupo; a Espanha, campeã europeia e equipa de Yamal, co-atleta mais valioso ao lado do norueguês Haaland, num total de 200 milhões; e Portugal, vencedor da última Liga das Nações, com Vitinha e João Neves, ambos avaliados em 140 milhões no topo (Cristiano Ronaldo, com 41 anos, não custa hoje mais do que 10 milhões), segundo o Transfermarkt.A quinta, abaixo dos mil milhões por pouco, ainda é europeia, a Alemanha. E só então surgem as primeiras sul-americanas, Brasil, 6.ª, e Argentina, 8.ª, com os Países Baixos pelo meio. Por essas e por outras é que num estudo comparativo da Covers, as 10 seleções que lideram as bolsas de apostas são europeias e sul-americanas. A Espanha está na frente, seguida de Inglaterra, França, Argentina, Brasil, Portugal, Alemanha, Países Baixos, Noruega e Bélgica.Estados Unidos, México e Canadá, os organizadores, e Marrocos, quarta classificada em 2022, são as “não europeias e não sul-americanas” citadas nas casas de apostas mas com odds – isto é, maior risco e maior lucro – baixas. Entretanto, segundo o Transfermarkt, à margem de UEFA e Conmebol, é a africana Costa do Marfim a 11.ª melhor avaliada, com 522 milhões de euros, alavancados pelo promissor Yan Diomandé, 19 anos, jogador do RB Leipzig.Números10,4: Milhares de milhões de euros que as 16 seleções europeias valem, segundo sites especializados.6.º: Posição do Brasil, primeiro não europeu, no ranking das seleções mais valiosas.140: Milhões de euros que custam Vitinha e Neves, ambos do Paris Saint-Germain, os portugueses melhor avaliados..Portugal entra no Mundial com plantel mais valioso do que a campeã do mundo Argentina .Mundial 2026 vai ter 21 jogadores acima de 40 milhões de euros de fora