Coca-Cola, McDonald’s, Hyundai-Kia e Dove já levantaram e beijaram a taça do Mundial de futebol de 2026 como grandes vencedores. As quatro marcas, todas parceiras oficiais da FIFA, foram as que mais geraram número de menções nas redes sociais até à entrada para o fim de semana final da competição. A disputa por atenção, no fim das contas, revela-se tão valiosa quanto a disputa pela bola.Parceira tradicional do evento, a Coca-Cola somou 103.700 menções em chats, contabilizou a streamcharts.com, plataforma de análise de transmissões e audiência de redes sociais em tempo real. A seguir ao gigante dos refrigerantes, a rede de fast food McDonald’s, o fabricante de veículos Hyundai-Kia e a marca de produtos de higiene pessoal Dove ocupam o segundo, o terceiro e o quarto lugares, só para mencionar as posições que ainda estão em competição no campo. Dessas, Coca-Cola, Hyundai-Kia e Dove são, ao lado de Adidas, Armaco, Lenovo, Qatar Airways e Visa, das que mais investem na FIFA: 200 milhões de dólares por ciclo de quatro anos. A McDonald’s está no segundo grupo, o dos 100 milhões, com Bank of America, Lay’s, Hisense, AB InBev, Unilever e Verizon. Parceiros do torneio com 50 milhões investidos por quatro anos são Airbnb, American Airlines, Betano, Diageo, Globant, DoorDash, Kraken e Valvoline.Noutro patamar está a quinta marca com mais menções, a ADI Predictstreet, controversa empresa do mercado de previsões de resultados, fundada em março, apenas três meses antes do arranque do Mundial, com sede em Gibraltar mas operada por fundos de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo o jornalista francês Philippe Auclair, citado pelo jornal alemão Deutsche Welle, “há sinais de alerta nessa empresa por todas as partes”. Polémicas à parte, números compilados por analistas demonstram que o Mundial dos Estados Unidos, Canadá e México, o primeiro organizado por três nações, bateu já quase todos os recordes em geração de dinheiro.Desde logo, espera-se que o público total ultrapasse 6,5 milhões até o final da competição e os FIFA Fan Fests oficiais nos três países-sede já receberam 5,5 milhões de visitantes que consumiram mais de dois milhões de unidades de refrigerantes e água engarrafada, além de outros dois milhões de bebidas alcoólicas nos Fan Festivals, noticia Amir Somoggi, diretor da Sports Value. A cerimónia de abertura, com a participação de Shakira e Burna Boy, atraiu 175 milhões de visualizações e há relatos de recordes de audiência batidos não apenas nos países-sede – Estados Unidos, México e Canadá – mas também em mercados internacionais importantes como Brasil, Argentina, França, Inglaterra ou China.O torneio também gerou forte impacto digital: o tráfego no site oficial da FIFA aumentou 26% em comparação com a mesma fase do Mundial de 2022; a aplicação oficial da prova registou um crescimento de 130% na audiência; o álbum oficial gerou 374 milhões de reproduções em todas as plataformas de streaming digital, com Dai Dai, de Shakira e Burna Boy, na segunda posição no Top 50 Global do Spotify e na quinta posição no Top 200 Global do Shazam; e só no YouTube e no TikTok conteúdos relacionados ao torneio geraram mais de 11 mil milhões de visualizações de vídeos, sendo que o golo do argentino Lionel Messi frente à Argélia atingiu 53 milhões de visualizações.Mais números6,5. Milhões de adeptos esperados nos estádios somados os dois jogos que faltam.103.700. Menções em chats à Coca-Cola, marca que já é campeã antes do Mundial acabar.374. Milhões de reproduções do álbum oficial, de Shakira e Burna Boy, nas plataformas de streaming..Do relvado ao negócio: as mascotes do Mundial 2026 já conquistam fãs antes do apito inicial