Luís Campos é o novo "conselheiro" para o futebol do PSG

Português fica responsável "pela organização, recrutamento e desempenho da equipa", que tem Messi, Neymar, Mbappé e os portugueses Nuno Mendes e Danilo.

Já se esperava, mas agora é oficial. O Paris Saint-Germain anunciou esta sexta-feira o português Luís Campos como novo conselheiro do futebol. "Será responsável pela organização, recrutamento e desempenho da equipa", segundo informou o emblema parisiense, onde jogam Messi, Neymar, Mbappé e os portugueses Nuno Mendes e Danilo.

O PSG espera "beneficiar das ideias, conhecimentos e experiência de Luís Campos, para ajudar a equipa a atingir um novo patamar". Já o português disse estar "muito feliz" por assumir um novo projeto - já trabalhou com o Monaco, o Real Madrid, o Lille e o Celta de Vigo, entre outros: "Considero que é o clube mais ambicioso e emocionante do mundo do futebol. Partilhamos a mesma visão, uma visão na qual acredito firmemente, e estou ansioso para começar a trabalhar para desenvolver o potencial excecional do clube."

E segundo a Imprensa francesa, a primeira contratação que aconselhará será a de Zidane, como treinador da equipa.

É conhecido por ser aquele que descobre talentos baratos e os ajuda a potenciar para valerem milhões de euros. O português tem uma empresa de scouting que fornece serviços exclusivos a um único clube, no caso, o PSG. No mundo da prospeção de jogadores, o "método Luís Campos" já é uma referência a nível mundial na deteção de talentos.

Esta será a terceira experiência num clube da liga francesa. No Principado, como conselheiro do milionário russo Dmitry Rybolovlev, ajudou Leonardo Jardim a chegar ao título e às meias finais da Champions (2016-17). No Lille assessorou Gérard Lopez e o trabalho foi ainda mais impressionante, tendo em conta que no último ano e graças às suas contratações a equipa passou de 17º para campeã (embora ele tenha saído do clube uns meses antes da festa, depois da venda do clube). No PSG responderá perante o milionário dono do clube, Nasser Al-Khelaïfi, mas a aventura será um pouco diferente, uma vez que tem plantel de luxo e o objetivo não é valorizar para vender, mas sim otimizar o desempenho e ganhar a desejada Liga dos Campeões, que foge ao qatari há dez anos.

Para trás ficou uma carreira de treinador com altos e baixos, sobretudo marcada pelos acontecimentos na época 2002-03, quando começou a temporada no Vit. Setúbal, saindo depois para o Varzim, e os dois clubes desceram de divisão. Mas também teve momentos bons, como a subida do Gil Vicente à I Liga em 2000-01. Na época a seguir, segundo o próprio já confessou, esteve perto de treinar o Benfica, mas hoje "sente-se bem na pele de conselheiro" e já não tem ambições de voltar ao banco.

Trabalhou para um fundo de jogadores que na altura abastecia importantes clubes europeus até que em 2012 aceitou o convite do amigo José Mourinho para integrar a equipa técnica do Real Madrid, como olheiro de jogadores e observador dos clubes rivais. Em 2013-14 começou a voar sozinho e mudou-se para o Principado.

Agora era dado como certo no AC Milan e sondado pelo Manchester United e Real Madrid, mas acabou no PSG, também por culpa da renovação do avançado francês, que confia nele a 100%. Tudo porque acreditou nele aos 16 anos. Foi Luís Campos quem convenceu o dono a oferecer um contrato profissional ao miúdo que jogava nos juvenis. E assim o avançado se manteve no clube, onde viria a ser valorizado em quase 150 milhões de euros. Saiu depois para o PSG por empréstimo, com opção de compra obrigatória de 180 milhões de euros! Ainda hoje é a segunda transferência mais cara de sempre.

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