Paulo Bento fala em jogo "bonito" com Portugal e quer sul-coreanos a dar tudo

O treinador português - que fez parte da equipa que há 20 anos jogou contra a Coreia do Sul, equipa que agora treina - não vai estar no banco depois de ter sido expulso contra o Gana, mas garantiu: coreanos vão "fazer de tudo até à última".

O selecionador da Coreia do Sul, Paulo Bento, perspetivou esta quinta-feira um duelo "aliciante e bonito" contra Portugal (sexta-feira, 15.00 horas), na última jornada do Grupo H do Mundial2022, e garantiu que a sua equipa vai fazer de tudo para vencer.

"No jogo de amanhã [sexta-feira], à parte do favoritismo natural [de Portugal], que tem o contexto de já estar apurado e de com o empate ser o primeiro do grupo, só ganhando poderemos passar. Esse é o desafio desafiante, bonito e que nos irá por à prova. Os jogadores vão fazer de tudo até à última. Um objetivo [de passar aos oitavos] que já o era antes começar o Mundial", começou por dizer Paulo Bento, em conferência de imprensa.

O selecionador dos sul-coreanos foi expulso na derrota contra o Gana (3-2), na segunda ronda, pelo que irá estar ausente do banco no Estádio Education City, algo que não irá influenciar em nada, visto que a sua equipa técnica tem autonomia para tomar as decisões por si.

"São gente que trabalha comigo há muito tempo, está envolvida em todo processo, gente competente, preparada e que vão, seguramente, fazer tudo o que estiver ao alcance deles. Terão autonomia e muitas das decisões que tomo durante o jogo são decisões que partem deles para mim. Vão continuar a fazer da mesma maneira. Os jogadores estão identificados com isso também", esclareceu.

Bento garantiu que, tendo "um orgulho tremendo" em ser português, irá cantar o hino de Portugal na bancada, algo que é "perfeitamente normal que aconteça".

Questionado sobre se é melhor ser jogador ou selecionador num Campeonato do Mundo, Paulo Bento não tem duvidas e admitiu ainda que não imaginava comandar duas seleções diferentes em dois Mundiais na carreira.

"Não tenho a mínima dúvida. Não venham para aqui [este cargo] tão cedo. Só nos tira anos de vida, mais nada. E faz-nos aturar gente que não queremos. Que joguem, que joguem. Não imaginava que iria estar em dois Mundiais como selecionador de diferentes países. Desfrutei ambos de muito, mas mais agora do que em 2014 [com Portugal]. Só se pode encarar isto a desfrutar ao máximo", confessou.

Também o defesa central Kim Young-gwon também marcou presença na conferência para falar do capitão da seleção lusa Cristiano Ronaldo, embora a prioridade dos asiáticos passe por "colocar em campo a paixão" evidenciada nos dois primeiros jogos.

"É um jogador de altíssima qualidade, de nível mundial, mas para poder fazer frente acredito que temos excelentes jogadores. Enquanto equipa, faremos os possíveis para defendermos e jogarmos unidos. Iremos aplicar o nosso plano", explicou.

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