Paula Radcliffe diz que viveu "12 meses de inferno" com suspeitas de doping

Recordista mundial da maratona ficou sob suspeita devido a "anomalia no passaporte biológico"

A britânica Paula Radcliffe, recordista mundial da maratona, diz que viveu "12 meses de inferno" com as suspeitas de doping, dissipadas pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), que ilibou a ex-atleta de qualquer prática ilícita.

"Tive de suportar 12 meses de inferno. As minhas crianças foram afetadas, as férias arruinadas... Nunca passei por esta situação, em que sou inocente e toda a gente pensa que sou culpada", disse Radcliffe, numa entrevista ao The Mail on Sunday, publicada hoje.

Na passada sexta-feira, a IAAF explicou as suspeitas de doping que incidiam sobre Radcliffe resultaram de uma anomalia no passaporte biológico da britânica, "com base numa interpretação errada de dados brutos e incompletos".

Na entrevista de hoje, Radcliffe, de 41 anos, deixou duras críticas às agências mundial e britânica antidopagem.

"Continuo muito irritada pela forma como fui tratada. Eu podia ter explicado os resultados das análises ao sangue, mas ninguém me pediu. Temos de associar os resultados a determinado contexto e ninguém o fez. Olharam para as análises e tiveram conclusões erradas", acusou Radcliffe.

Paula Radcliffe foi três vezes vencedora da Maratona de Londres (2002, 2003 e 2005) e é detentora do recorde mundial, desde 2003, com a marcar de 2:15.25 horas.

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