A rota nepalesa para o Evereste mudou. Resta saber se ficou mais segura

Autoridades do Nepal mudaram percurso para o topo. Continua perigoso, diz João Garcia, que prefere rota do lado chinês.

O caminho até ao cimo da montanha mais alta do mundo mudou. As autoridades nepalesas decidiram modificar a rota sul do Evereste, "para minimizar os riscos de avalanche". Mas a medida de segurança poderá ter efeitos meramente cosméticos. "É uma manobra de marketing. O risco continua exatamente o mesmo", avalia João Garcia, o alpinista português que melhor conhece aqueles 8844 metros de rocha.

A medida foi anunciada esta semana pelas autoridades do Nepal como resposta ao maior acidente isolado da história do Evereste: no ano passado, uma avalanche matou 16 sherpas (carregadores de montanha, da etnia local nepalesa, que acompanham os alpinistas). Isso levou a que estes decidissem boicotar novas escaladas, enquanto não lhes fossem garantidas melhores condições de trabalho e de segurança.

As expedições ficaram em suspenso até ser revelado o novo percurso. A nova rota leva os alpinistas pelo centro do glaciar de Khumbu (acima do campo-base), evitando o evitando o lado leste do glaciar (local onde ocorreu a avalanche do ano passado). "Pensamos que o risco de avalanche no lado esquerdo está a aumentar, por isso decidimos mover o percurso para o centro, onde quase não existe esse perigo", explicou Ang Dorji Sherpa, presidente da Sagarmatha Pollution Control Committee (uma das organizações que lá promovem expedições), citado pela BBC.

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