Os decanos do atletismo não se cansam das medalhas

Começaram a subir ao pódio já na terceira idade. São os mais velhos da comitiva nacional que vai a Itália

Aos 91 anos, José Canelo cumpre a sua rotina com religiosidade militar. Não há terça, quinta ou domingo em que não se faça à estrada para executar o plano de treino habitual: seis ou sete quilómetros de corrida com a Barragem do Bonito, no Entroncamento, como pano de fundo. É com a disciplina que herdou do tempo em que serviu o exército que cultiva a forma que lhe permitirá participar em quatro provas do Europeu de Veteranos em Pista Coberta, que amanhã arranca em Itália, na cidade de Ancona.

"Já corri a Europa e o mundo e não encontrei nenhum atleta com a mesma pedalada que eu", diz o senhor Canelo ao DN. A sua genica fora do comum já lhe rendeu uma incomparável coleção de medalhas, entre as quais as de tetracampeão mundial, em 2015. Nesta semana, se tudo correr bem, pode juntar mais algumas insígnias ao seu currículo. Está inscrito nas corridas de 400m, 800m, 1500m e 3000m (em duas delas, é o único a competir em maiores de 90 anos). "Cansado, eu? Se me inscrevi, é porque estou em condições de fazer as quatro. Posso-lhe garantir isso", atira.

Problemas de saúde, só um. "Sou doente... pelo atletismo", brinca.

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