O rebelde do futebol brasileiro virou empresário

Um dia disse que se não fosse o futebol "teria sido assassino". Hoje, Felipe Melo, além de jogador, é dono de um franchising de bolos, uma empresa de diversão, uma loja de desporto e tem um hotel spa já projetado. Os dias de rebeldia terminaram?

Caiu a máscara ao rebelde do futebol brasileiro. No bom sentido, claro! Felipe Melo, conhecido pelo mau feitio e declarações polémicas, é também um empresário de sucesso no Brasil, com negócios no ramo da pastelaria e turismo, que incluem um hotel spa.

O jogador do Inter de Milão revelou o lado mais "atinado" numa entrevista ao Globo, na qual revelou que tem participação na franquia de uma fábrica de bolos, além de uma empresa que leva jovens brasileiros para estudar e jogar em universidades nos Estados Unidos (a Next Level).

E ainda uma empresa de diversão (a FloatBall), com barcos em forma de bola de futebol que circulam em lagos. Esta ideia valeu-lhe um contrato com a Angry Birds, o famoso jogo de computador, que pode ser jogado durante o passeio. E que já está em fase de exportação para Londres e EUA, onde já tem casa em Orlando e em Miami.

Além disso, Felipe Melo é dono da Bazar Sports, um loja de desporto online, que também leiloa produtos relacionados com futebol com um cunho beneficente. E já está a pensar abrir um hotel spa na Toscana (Itália), que permitirá aos hóspedes levar animais de férias.

Mas o bolo da vovó Alzira é o que o delicia mais. "Eu falo dele e fico com vontade de comer o bolo [risos]. Porque realmente é muito bom", disse o médio, admitindo que o de nozes com leite condensado "é uma coisa maravilhosa".

Pitbull dos relvados

O mau feitio dentro de campo valeu-lhe a alcunha de Pitbull. Em 2013, por exemplo, referiu-se a um comentador como "o corno mais famoso que existe na imprensa desportiva", depois de ele o criticar.

Um ano depois, no Galatasaray, mandou o colega de equipa, Albert Riera, para o hospital. E, em maio de 2014, de férias em Las Vegas, Melo e amigos foram alvo de uma piada do turco Coskun Birdal, que enviou um bilhete a dizer - "Fenerbahçe campeão"-, e o jantar acabou com a presença da polícia.

Em 2015, revoltou-se via twitter, depois de um jornal carioca ter publicado que o jogador se tinha disfarçado para recorrer ao serviço de prostitutas. "Não preciso usar disfarce e quem ele chamou de p... foi a minha esposa", escreveu.

Um dia, depois de mais uma entre muitas polémicas, o médio explicou à Sky Sports italiano como o futebol foi determinante para fugir a uma vida de crime: "Se não fosse futebolista, teria sido assassino. Vivia numa das favelas mais perigosas, onde havia droga e armas. Por vezes, saía para treinar e quando regressava um amigo meu tinha sido morto. Tinha de dizer sim ao futebol ou a uma vida má." Minutos depois teve de usar as redes sociais para esclarecer o que tinha dito e até brincou - "a única coisa que matei até hoje foi aula..."

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