O duelo de gerações que garante um espanhol na final do Estoril Open

David Ferrer cilindrou Ryan Harison e marcou encontro com Carreño Busta, que vingou derrota da final de 2016 e eliminou Almagro.

O pó de tijolo do Estoril Open está a ver o melhor David Ferrer do ano. Depois de quatro derrotas logo na estreia em Buenos Aires, Rio de Janeiro, Miami e Barcelona, o espanhol tem mostrado no open português algum do ténis que em 2013 o levou a número três mundial. "Não penso se vou ganhar o título ou não. Estou apenas feliz por jogar mais umas meias-finais na minha carreira (...) O que me motiva é o facto de me divertir e ainda conseguir ser competitivo para, quem sabe, voltar a ser top 10. Gosto do ténis. Ainda não chegou o momento de dizer adeus", confessou, ontem, o tenista de 35 anos, após cilindrar Ryan Harrison (11 anos mais novo e que chegou aos quartos-de-final com a desistência de Del Potro), em dois sets (6-4 e 6-0).

O triunfo de Ferrer garantiu a presença de um tenista espanhol na final. Mas para chegar à final, o atual 31.º da lista ATP terá de passar por Carreño Busta, o primeiro cabeça-de-série do torneio e finalista de 2016, que afastou o também espanhol Nicolas Almagro (pelos parciais de 6-2 e 6-4), deixando o Estoril Open sem o atual campeão.

A outra meia-final vai opor Kevin Anderson (66.º mundial) a Gilles Müller (28.º).

Pablo Carreño Busta "é um jovem de Gijón, humilde, simpático e muito trabalhador, um rapaz divertido, que gosta de futebol e é adepto do Sp. Gijón", segundo disse ao DN Miguel Fragoso, o português que trabalha Academia Juan Carlos Ferrero, onde Carreño treina, e que no ano passado o acompanhou no Estoril.

Para chegar novamente à final, o atual número 21.º mundial terá de passar pelo terceiro espanhol nesta semana, depois de derrotar Robredo e Almagro. "Jogar com o David Ferrer vai ser especial. É um grande jogador que eu vi jogar muito enquanto crescia. Tenho uma boa relação com ele. Vai ser um jogo muito difícil", admitiu Pablo, que vai "tentar levantar" o troféu que lhe tem escapado em Portugal.

Quando o jovem de Gijón se tornou profissional (em 2009) já o bom e velho Ferrer tinha ganho um US Open e um Tour Finals (atual World Tour Finals), além de sete torneios ATP: "O Pablo está atravessar o melhor momento da sua carreira. Mas tenho confiança de que poderei complicar-lhe as coisas."

Os dois espanhóis apenas se encontraram por uma vez, com Ferrer a eliminar o jovem espanhol na primeira ronda de Wimbledon em 2014. O segundo duelo será assim em Portugal, onde o agora 31.º da hierarquia mundial também já chegou a uma final (em 2013).

O preparador físico português de Anderson

Em dia de visita-surpresa de Chris Kermode (presidente do ATP), o gigante sul-africano Kevin Anderson surpreendeu Richard Gasquet em três sets. O longo duelo (2.30 horas) acabou por ditar o afastamento do vencedor de 2015, pelos parciais de 6-2, 3-6 e 7-6 (4), perante Anderson, que tem na equipa o português Carlos Costa, o preparador físico da seleção, que já trabalhou com Ana Ivanovic ou Tommy Haas.

O encontro ficou marcado pelo penalty point a Gasquet (por receber indicações do técnico), num momento crucial do encontro, dado por Carlos Ramos. O português, considerado um dos melhores árbitros de cadeira do mundo, voltou a um torneio ATP, após 17 anos de grand slams, Taça Davis e Fed Cups, e com polémica."Perdi o respeito por ele para toda a vida", atirou Gasquet, irritado, no final.

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