Nuno vence Carvalhal com golo de Rúben Neves e está mais perto da Pemier League

Wolverhampton bateu, fora de casa, o Sheffield Wednesday com um golo do antigo médio do FC Porto. Já são 11 os pontos que o separam do terceiro classificado, primeira equipa que fica fora da ascensão automática. Vida difícil para Carvalhal

O Wolverhampton, comandado por Nuno Espírito Santo, venceu o Sheffield Wednesday de Carlos Carvalhal por 1-0, com um golo de Rúben Neves aos 34 minutos. Na equipa visitante destaque para os quatro portugueses titulares, para além do marcador do golo, ainda foram escolhas iniciais Ivan Cavaleiro, Ruben Vinagre e Diogo Jota, tendo Hélder Costa entrado no decurso do encontro. Lucas João entrou na segunda parte pela formação visitada.

O golo do triunfo foi obtido através de uma sociedade que na época passada evoluía no Dragão: Boly deixou a bola para Rúben Neves rematar e fixar o resultado final.

A equipa de Nuno Espírito Santo segue na liderança isolada, com mais sete pontos que o vice-líder Cardiff e mais 11 que o Bristol City, que ocupa a terceira posição, de acesso ao play-off de subida. Em todo o caso o Wolverhampton está cada vez mais perto da Premier League ao passo que Carlos Carvalhal não vence há seis partidas e havia a informação de que se perdesse esta sexta-feira o português seria demitido.

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Uma consequência inevitável da longevidade enquanto figura pública é a promoção automática a um escalão superior de figura pública: caso se aguentem algumas décadas em funções, deixam de ser tratadas como as outras figuras públicas e passam a ser tratadas como encarnações seculares de sábios religiosos - aqueles que costumavam ficar quinze anos seguidos sentados em posição de lótus a alimentar-se exclusivamente de bambu antes de explicarem o mundo em parábolas. A figura pública pode não desejar essa promoção, e pode até nem detectar a sua chegada. Os sinais acumulam-se lentamente. De um momento para o outro, frases suas começam a ser citadas em memes inspiradores no Facebook; há presidentes a espetar-lhes condecorações no peito, recebe convites mensais para debates em que se tenciona "pensar o país". E um dia, subitamente, a figura pública dá por si sentada à frente de uma câmera de televisão, enquanto Fátima Campos Ferreira lhe pergunta coisas como "Considera-se uma pessoa de emoções?" ou "Acredita em Deus?".

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