Nove dos 23 arguidos envolvidos na invasão à Academia do Sporting vão falar

Advogado de um dos alegados agressores diz que não existem indícios suficientes para o crime de terrorismo

Nove dos 23 arguidos que estiveram envolvidos na invasão à Academia do Sporting, em Alcochete, vão prestar declarações ao juiz de instrução, no Tribunal do Barreiro.

Numa nota distribuída à comunicação social, o juízo de instrução criminal do Barreiro adianta que um dos detidos já foi ouvido durante a manhã, antes da suspensão dos trabalhos.

Pedro Madureira, advogado de vários arguidos, admitiu que "a acusação está a ser feita de forma genérica em relação a todos os arguidos" e disse não acreditar que "existam indícios suficientes para todos os crimes de que estão indiciados, nomeadamente o de terrorismo".

Na terça-feira, cerca de 50 pessoas, de cara tapada, alegadamente adeptos 'leoninos', invadiram a Academia de Alcochete e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic, o treinador Jorge Jesus e outros membros da equipa técnica.

Os 23 arguidos estão indiciados pelos crimes de "introdução em lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário e também de um crime de terrorismo", segundo comunicado do Ministério Público.

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