Nada pode ficar igual depois da violência em Alcochete

A opinião é unânime. Para os deputados Heloísa Apolónia e Hélder Amaral, o psicólogo Daniel Sampaio e o escritor Sandro William Junqueira nada pode ficar igual depois da violência em Alcochete

Heloísa Apolónia (deputada de Os Verdes)

Simpatizante do Sporting

"Condeno veementemente tudo o que tivemos oportunidade de ver sobre a extrema violência do que aconteceu. É preciso que se reflita sobre as medidas que podem ser adotadas para que isto não volte a acontecer, pois não é possível ficar indiferente a esta situação".

Hélder Amaral (deputado do CDS)

Sócio, conselheiro leonino, comentador televisivo

"O Sporting sai da crise mantendo a calma, não caindo no erro de procurar culpados porque é o caminho mais fácil, fazer a gestão de danos (ou seja, proteger a equipa, proteger os sócios, proteger os adeptos, proteger o bom nome) e depois tratar dos assuntos, sejam quais forem as consequências e as decisões mais ou menos radicais que têm de ser tomadas, para ver se o Sporting, de uma vez por todas, consegue resolver um problema que não é de agora e não tem só causas no Bruno de Carvalho. Tem causas no presidente e na direção, mas também tem na equipa de futebol e nos adeptos. Vou dar dois exemplos: Já nos esquecemos porque é que o José Mourinho não foi treinador do Sporting? Já nos esquecemos do que dissemos do José Eduardo Bettencourt ou de Dias da Cunha, que saíram do Sporting como saíram? Parecemos serial killers do futebol. As pessoas ignoraram o contexto em que Bruno de Carvalho ganhou as eleições? Ignoraram o contexto em que Bruno de Carvalho tem níveis de aceitação para lá do expectável? Este antibenfiquismo primário não é de Bruno de Carvalho."

Daniel Sampaio (psicólogo)

Mandatário da candidatura de Bruno de Carvalho e ex-vice-presidente da Assembleia Geral do Sporting

"Não equaciono outro cenário que não o da demissão em bloco dos órgãos sociais, pois não é possível que tudo fique na mesma após acontecimentos tão graves."

Sandro William Junqueira (escritor)

Adepto

"Nada pode ficar igual. É o que exijo. Estamos perante o momento mais negro e triste da história do Sporting. E as devastadoras consequências - morais, desportivas, financeiras - do bárbaro ataque de ontem ainda estão por vir.

Uma saída possível? A punição exemplar daquela horda de selvagens; o afastamento imediato desta direção; a marcação de novas eleições; e esperar que dentro do universo leonino se encontre uma solução habilitada, credível, equilibrada. Distante, tanto quanto possível, de Roquetes e Godinhos, tal como dos Bruninhos desta vida. Um presidente com capacidade de trabalhar os destroços para tentar repor a normalidade. Mas não será fácil. Nada fácil. Cabe-nos a nós, aos verdadeiros sócios e adeptos do Sporting, mostrarmos, uma vez mais, a resiliência do nosso amor."