Missão cumprida. O FC Porto está nos oitavos de final da Liga dos Campeões, onde será o único representante português, depois de superar os ucranianos do Shakhtar Donetsk no Dragão, por 5-3, na última ronda do Grupo H. Os dragões terminaram no segundo lugar da tabela, atrás do Barcelona (derrotado por 3-2 em Antuérpia), e somaram mais um importante encaixe financeiro: 9,6 milhões pelo apuramento e 2,8 pelo triunfo. Podia ter sido melhor, sobretudo porque os catalães não são por estes dias um adversário propriamente temível, mas o mais importante foi conseguido. E agora venha o diabo e escolha o próximo adversário dos azuis e brancos, que o lote é, naturalmente, impressionante: Bayern Munique, Arsenal, Real Madrid, Real Sociedad, Atlético Madrid, B. Dortmund e Manchester City.Num Estádio do Dragão repleto entraram em campo duas equipas com os mesmos pontos mas uma em vantagem no confronto direto: exatamente a de Sérgio Conceição, por via do triunfo conseguido em Hamburgo na primeira jornada (1-3). Com as bancadas repletas, o FC Porto entrou a todo o gás e podia ter marcado bem cedo na partida, após um cruzamento de Evanilson. Taremi cabeceou mas Riznyk defendeu bem e do canto nada resultou. Não foi aí, nem em dois remates de Eustáquio em posição frontal que esbarraram na barreira defensiva dos ucranianos, mas antes dos dez minutos a vantagem pendeu para os azuis e brancos: lançamento longo de Pepe, Evanilson ganhou espaço para voltar a cruzar em esforço e oferecer o golo a Galeno, que só teve de empurrar para o fundo da baliza (9')..A reação do Shakhtar não se fez tardar e, na sequência de um livre lateral, Sikan elevou-se melhor que a defesa anfitriã, cabeceando com perigo - a bola roçou a rede superior mas pelo lado de fora (13'). A partir daqui, o ritmo acalmou, com os azuis e brancos a procurarem sempre pressionar alto e atrapalhar a saída quase sempre arriscada dos visitantes, mas já sem a urgência inicial. Quando não o conseguiram, o empate voltou a estar à vista (27'), numa bela transição, culminada com um centro que Diogo Costa afastou com dificuldade: a bola sobrou para a entrada da área onde Gocholeishvili rematou para uma defesa apertada do guardião. Mas o 1-1 apareceu logo a seguir, num lance que misturou asneira do árbitro assistente e da defesa portista: lançado na direita, Zubkov arrancou para a área no limite do fora de jogo; a bandeirola foi levantada, confundindo sobretudo Fábio Cardoso que hesitou depois de Zaidu ser ultrapassado; e Sikan não perdoou encostando para a baliza (30') o centro sem oposição do seu colega..<subt>Chuva de golos.O jogo voltou a animar. Kryskiv testou de novo Diogo Costa e Galeno esteve perto de fazer o segundo, o que acabou por conseguir à segunda (já bisara no primeiro embate), desta feita com um belo remate à entrada da área depois de lance de Zaidu (43') na esquerda e de um passe de Pepê, permitindo ao FC Porto recolher aos balneários mais descansado. Por isso, a equipa entrou tranquila na segunda parte e podia ter dado o golpe fatal nas aspirações do Shakhtar logo aos 50 minutos, depois de Taremi, já na fase descendente, conseguir cabecear para uma bela defesa de Riznyk. Mas seria mesmo o iraniano a tranquilizar definitivamente as bancadas. Galeno, sempre ele, solicitou o dianteiro que, de pé esquerdo, fez o 3-1 num remate forte, sem defesa para Riznyk (62')..Ao oitavo jogo frente a um adversário que nunca o derrotara, o FC Porto ficou ainda mais dono e senhor dos acontecimentos e podia até ter conseguido uma vitória mais larga. Conceição pedia aos seus jogadores para continuarem a pressionar mas novo erro de Jorge Sánchez permitiu ao Shakhtar reentrar no jogo: Sikan fugiu para a área, arriscou um remate que Diogo Costa defendeu, com a bola a ressaltar em Eustáquio antes de entrar na baliza para o 3-2 (72')..Taremi voltou a ameaçar de cabeça (75') mas só ganhou um canto. Só... não. Porque na sequência do mesmo, Pepe aproveitou um desvio de Galeno (quem mais?) para apontar o 4-2 e fechar de vez a distribuição dos três pontos. Francisco Conceição, acabado de entrar, ainda fez o quinto (82') no jogo 350 do pai como técnico dos dragões, e já nem o 5-3 de Eguinaldo (88'), outro recém-entrado, estragou a festa no Porto..dnot@dn.pt