Morreu o lutador português João Carvalho

Atleta estava internado desde sábado, depois de sofrer lesões cerebrais num combate de MMA na Irlanda (veja o vídeo da última luta)

Morreu o lutador português que estava internado no hospital Beaumont, em Dublin, desde sábado, depois de ter ficado em estado crítico na sequência de um combate na Irlanda. Tinha 28 anos.

João "Rafeiro" Carvalho fazia a sua estreia internacional no mundo das Artes Marciais Mistas (MMA), no National Boxing Stadium, quando foi alvo de sucessivos golpes por parte de Charlie Ward, conhecido pela alcunha the hospital.

O português ficou em estado crítico e tendo sido assistido no local pela equipa médica presente e depois transportado para o hospital e submetido a uma intervenção cirúrgica cerebral. O atleta não resistiu aos ferimentos.

A sua equipa garante que "foram cumpridas todas as regras de segurança" e que "a arbitragem seguiu todos os procedimentos corretos e habituais".

"João 'Rafeiro' Carvalho sentiu-se mal, cerca de 20 minutos depois do final do combate. Ainda no local, foi imediatamente assistido pela equipa médica presente, sendo depois transportado rapidamente para o Hospital Beaumont, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica cerebral, após a qual o atleta permaneceu em estado crítico durante as 48 horas seguintes, acabando por falecer nesta segunda-feira", acrescenta a nota subscrita por Vítor Nóbrega.

O responsável da equipa acrescenta que "embora sejam conhecidos os riscos deste desporto, o falecimento de João Carvalho (...) foi uma enorme infelicidade, que deixa profundamente tristes e consternados, tanto a sua família, como toda a equipa Nóbrega Team", aos quais expressa "as mais sinceras condolências".

Através da sua conta no Facebook, a Federação Internacional de Artes Marciais Mistas também manifesta "as mais profundas condolências à família e amigos" e diz aguardar por dados mais concretos para se pronunciar.

"Estamos a reunir informação com o apoio da Associação Irlandesa de Lutas Amadoras e a aguardar pela divulgação dos relatórios médicos oficiais. Até lá, não podemos comentar este incidente isolado e muito triste, a não ser dizer que oferecemos o nosso apoio", conclui.

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