Messi entra em falso e faz soar os alarmes na Argentina

Empate com a Islândia e penálti falhado pelo 10. "Rematei mal, assumo a responsabilidade"

No dia seguinte à exibição monumental de Cristiano Ronaldo frente à Espanha, o Mundial olhava com expectativa para a entrada em cena de outra superestrela do futebol mundial. Ao contrário do capitão português, no entanto, Lionel Messi acusou o cenário e escorregou em palco na estreia, da pior maneira possível: não só foi incapaz de liderar a Argentina à vitória frente à Islândia (1-1) como falhou mesmo um penálti num momento decisivo do encontro.

A imagem final de um Messi desesperado no relvado, vergado ao peso da infelicidade - mal soou o apito final deu um pontapé de raiva na bola, arrancou bruscamente a braçadeira de capitão e estampou o enfado no rosto -, reforçou a carga dramática que persegue a carreira de Messi com a camisola da Argentina e fez voltar a soar os alarmes quanto à perspetiva histórica de o herdeiro futebolístico de Maradona poder nunca vir a experimentar os mesmos sucessos do seu antecessor ao serviço da seleção.

Aos 30 anos, Messi joga o seu quarto Mundial e tem provavelmente a última grande oportunidade para chegar ao título que escapa à Argentina desde esse México"86 que imortalizou Maradona. Depois de um título mundial de sub-20 e de um título olímpico terem projetado enormes promessas, a verdade é que Messi continua a seco na seleção sénior, que tem sido o fardo insuportável da sua carreira - há quatro anos falhou na final, perante a Alemanha.

Ontem, arrancou da pior forma mais uma tentativa, baqueando da marca de penálti quando a Argentina precisava da vitória. "Dói. Se tivesse convertido o penálti tudo seria diferente. Mas rematei mal e assumo a responsabilidade", confessou humildemente no fim. O problema é que o tempo urge. Messi e a Argentina sabem-no. Falta ver se conseguem resolver o enigma a tempo. Para já, somam-se desilusões

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