Mercedes quer Bottas para ocupar a vaga de Rosberg

Piloto finlandês nunca venceu uma corrida, mas lidera a lista para fazer dupla com Lewis Hamilton. Falta convencer a Williams

A inesperada retirada de Nico Rosberg do circuito mundial de Fórmula 1 obrigou a Mercedes a alterar os planos para a próxima época e a procurar um piloto para formar dupla com Lewis Hamilton, considerado o principal favorito à vitória no Mundial de F1 em 2017.

As casas de apostas, de resto, já atribuem esmagador favoritismo ao piloto inglês, três vezes campeão, logo à frente dos pilotos da Red Bull, Ricciardo e Verstappen. Porém, Hamilton não pode correr sozinho, por isso a Mercedes procura um piloto que assegure competitividade para a escuderia e que permita renovar o título mundial de construtores. O perfil desejado encaixa em Valtteri Bottas, o nome mais cobiçado para ocupar a vaga de Nico Rosberg.

Segundo a BBC e a Sky Sports, a Mercedes já abordou a Williams para conhecer as condições para contratar Bottas, 27 anos, que terminou o último Mundial no 8.º lugar. Ao longo da sua carreira, Bottas, que teve um ano negativo quando comparado com os resultados obtidos em 2014 (4.º na geral) e 2015 (5.º), nunca venceu uma corrida de Fórmula 1, embora já tenha assegurado nove pódios entre os 77 Grandes Prémios que disputou. Em 2016, o piloto finlandês subiu uma única vez ao pódio, ao terminar o GP do Canadá em 3.º, curiosamente na segunda pior corrida da temporada de Rosberg, que foi quinto classificado.

A Williams e a Mercedes são conhecidas por manterem uma boa cooperação, até porque a escuderia britânica corre com motores da construtora alemã. E foi, segundo a BBC, isso mesmo que esteve na mesa de negociações: a Mercedes propôs baixar os custos que a Williams teria com os motores no próximo ano. Porém, a Williams terá rejeitado a abordagem.

Wehrlein pode ser a chave

A Williams já tinha definido Bottas e Lance Stroll como a dupla de pilotos para a próxima temporada, daí a inflexibilidade em abdicar do seu principal piloto, a pouco mais de dois meses do arranque da pré--temporada. A Williams, segundo a BBC, propôs uma solução: oferecer o jovem alemão Pascal Wehrlein, que integrou o programa de desenvolvimento da Mercedes e que correu em 2016 pela Manor, tendo conseguido um ponto no seu ano de estreia no grande circo.

Acontece que Stroll tem apenas 18 anos e vai passar diretamente da Fórmula 3 para a F1, sem experiência no circuito mundial, por isso a Williams não pode arriscar ter uma dupla de pilotos tão jovem. Daí que a prioridade seja manter Bottas.

Curiosamente, Nico Rosberg afirmou, na última semana, que via em Wehrlein o seu sucessor. "É uma enorme esperança para a Alemanha. Para mim, ele tem de integrar as fileiras o mais depressa possível, mas não me cabe a mim decidir", disse o campeão mundial.

Curiosamente, até Bernie Ecclestone, segundo a imprensa inglesa, é parte interessada no processo. O patrão da Fórmula 1 não apreciou o facto de Rosberg se ter reformado, algo que pode comprometer acordos publicitários. Por isso, é do interesse do empresário que a Mercedes aposte num piloto já conhecido, que arraste patrocínios e apoios, ao invés de um jovem como Wehrlein. Outra hipótese mais remota para a Mercedes é o brasileiro Felipe Nasr, sem equipa para 2017, embora a equipa alemã deva insistir por Bottas.

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