Mercedes pondera contratar Alonso para substituir Rosberg

Espanhol pode voltar a fazer dupla com Lewis Hamilton, com quem teve relação difícil na McLaren

O diretor executivo da Mercedes assumiu hoje que a escuderia alemã está a estudar a contratação do espanhol Fernando Alonso para substituir Nico Rosberg, o recém-coroado campeão mundial de Fórmula 1, que anunciou a retirada há cinco dias.

"Há sempre que considerar o Alonso. É um piloto que respeito muito, alguém que combina talento, velocidade e experiência. Tem tudo", descreveu Toto Wolff, em entrevista à cadeia britânica Sky Sports.

A Mercedes, vencedora dos três últimos títulos de construtores, está à procura de um piloto que acompanhe o britânico Lewis Hamilton, campeão em 2014 e 2015 pela escuderia alemã, na próxima temporada, após a surpreendente reforma de Rosberg.

Caso se concretize a contratação de Alonso, duas vezes campeão do Mundo (2005 e 2006, com a Renault), o piloto asturiano coincidirá na Mercedes com Hamilton, com quem teve uma relação tormentosa em 2007, quando ambos corriam na McLaren.

"No entanto, neste momento, [Alonso] tem contrato com a McLaren-Honda e temos que analisar todas as opções existentes", salientou Toto Wolff.

O piloto alemão Pascal Wehrlein, de 22 anos, antigo piloto de testes da Mercedes e que em 2016 completou a sua primeira temporada na Fórmula 1 na Manor, continua a ser a opção mais realista para a equipa de Brackley.

Nos últimos dias, Wolff falou publicamente das três opções que a Mercedes está a estudar para substituir o atual campeão do Mundo: contratar um piloto que aceite ser segunda opção atrás de Hamilton, recrutar um 'júnior' como Wehrlein ou o francês Esteban Ocon ou optar por um titular de primeiro nível que compita com o britânico.

A preferência dos responsáveis da escuderia, segundo o diretor executivo, recaem nas duas últimas opções.

"Manteremos o sistema que temos. Ambos os pilotos lutarão com as mesmas condições e terão as mesmas oportunidades para expressar as suas habilidades. É isso que devemos aos nossos adeptos, não pode haver uma hierarquia", concluiu Wolff na entrevista à Sky Sports.

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