Marcelo recebe seleção e ouve Ronaldo: "E vamos ver o que é que isto vai dar"

Comitiva nacional janta com o Presidente da República, no Museu dos Coches, a três dias da viajar para a Rússia, onde jogará o Mundial2018. Primeiro jogo é com a Espanha, no dia 15, mas Marcelo só irá dar força à seleção no jogo com Marrocos, no dia 20. O último jogo é com o Irão, no dia 25. (em atualização)

"Posso garantir grande ambição. Sabemos que não somos os favoritos, temos de ser realistas, mas no futebol nada é impossível, pensar jogo a jogo, mas com estes jogadores temos de pensar sempre grande... Estou confiante, não há garantias de nada, mas tenho a certeza que todos vamos dar o máximo, com a humildade que sempre tivémos e mostramos no Euro2016. Não éramos os favoritos e ganhámos. Agora vamos fazer o mesmo, lutar até ao final e ter sempre uma esperança que no futebol tudo é possível. Para nós é um privilégio representar as cores nacionais e vamos ver o que é que isto vai dar." Foi assim que o capitão da seleção nacional garantiu a Marcelo Rebelo de Sousa e aos portugueses tudo fazer para honrar a bandeira na Rússia.

No jantar da comitiva nacional no antigo Museu Nacional dos Coches, o Presidente da República lembrou o discurso de 2016 e deixou um pedido à seleção. "Não mudo de ideias. Vou dizer o que disse há dois anos aqui em Belém e daqui a dois anos direi o mesmo. Vou dizer uma evidência: vós sois os melhores dos melhores. Há dois anos provou-se que éramos os melhores da Europa. O titulo é vosso, nosso, dos portugueses. No meio de vós está o melhor do mundo, mas todos sois dos melhores do mundo. É essa a realidade. Não peço para trazerem a taça, peço algo mais difícil: que sejam o que são. Se forem o que são são os melhores dos melhores. Os portugueses serão o que são, apoiantes, admiradores e solidários convosco", disse Marcelo.

Depois lembrou como a seleção é "um elemento fundamental na unidade nacional que vai além das divisões politicas, religiosas, partidárias, sociais". E que faz "todos vibrar permanentemente". Por isso, segundo o PR, "hoje, como nunca o povo está próximo da equipa e a equipa próxima do povo".

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol foi o primeiro a falar e prometeu que a seleção e toda a estrutura técnica e diretiva "tudo farão para honrar a camisola". Fernando Gomes anunciou ainda a criação de uma bolsa de estudo, com parte das receitas do Campeonato do Mundo, para 23 alunos carenciados em honra dos habituais 23 eleitos para representar Portugal: "Este mundial vai mudar a vida de 23 jovens. Pela primeira vez na história estes atletas não vão jogar apenas pela bandeira, vão jogar para mudar a vida de 23 jovens. Esta seleção merece tudo porque tem feito tudo para honrar Portugal."

Já Ferro Rodrigues citou o local de nascimento de cada um dos escolhidos por Fernando Santos, um a um para mostrar que o País vai desde a Madeira a Portimão, de Bagim do Monte a Singen (Alemanha), do Brasil à Reboleira.

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