Magic Johnson volta a ter o destino dos Lakers nas mãos

Antiga estrela da equipa nos anos 80 do século passado regressa, como presidente, para devolver a formação de Los Angeles às vitórias

Tal como nos anos 1980, quando as suas assistências e demais truques com a bola conduziram uma era que ficou batizada como o showtime de LA, os Lakers voltam a estar nas mãos de Magic Johnson. Se naqueles tempos Magic liderava em campo, agora vai fazê-lo desde o escritório, no papel de presidente para o basquetebol que lhe foi conferido por Jeanie Buss, coproprietária da equipa de Los Angeles e filha de Jerry Buss, o histórico dono da equipa nos anos de Magic como jogador.

A entrega da reconstrução dos LA Lakers nas mãos de Magic Johnson surgiu apenas duas semanas após o anúncio do regresso do antigo jogador à organização, então como consultor. Pressionada pela urgência em fazer sair os Lakers do pior período da sua história, Jeanie Buss acelerou a revolução e deu totais poderes a Magic, despedindo até o seu irmão Jim Buss, vice-presidente para o basquetebol cuja atuação tinha sido várias vezes criticada por Magic Johnson, e Micth Kupchak, diretor-geral de longa data.

Os Los Angeles Lakers, a segunda formação com mais títulos na NBA (16, menos um do que os Boston Celtics), foram campeões pela última vez em 2010 e não chegam aos play-offs desde 2013. Nesta época, são penúltimos na conferência Oeste, com 19 vitórias e 39 derrotas, e preparam-se para somar a quarta temporada consecutiva com registo negativo de vitórias.

Plano já está em marcha

Magic Jonhson já avisara, antes de ser anunciado como presidente, que o plano de recuperação dos Lakers levaria "três a cinco anos" a devolver a formação de Los Angeles ao topo. Mas não perdeu tempo a pôr o plano em marcha: logo no primeiro dia no novo cargo trocou o melhor marcador da equipa, o "sexto homem" Lou Williams, para os Houston Rockets, em troca do experiente extremo Corey Brewer e de uma futura primeira escolha do draft.

O ex-jogador, que vestiu o uniforme dos Lakers entre 1979 e 1991 e ganhou cinco anéis de campeão, antes de abandonar abruptamente a carreira devido ao vírus da sida, já referiu que confia no trabalho do técnico Luke Walton (também um ex-jogador Laker) e que o núcleo de jovens talentos da equipa - DeAngelo Russel, Brandon Ingram, Julius Randle... - "é intocável".

O próximo diretor-geral também já está escolhido: Rob Pelinka, ex--empresário da última grande estrela dos Lakers, Kobe Bryant. Mas Magic garante que, tal como acontecia em campo, todas as decisões finais serão tomadas por ele. "Eu sou um base [posição que ocupava em campo], sou maníaco pelo controlo", lembrou o rosto do showtime dos anos 80, que vai retomar, agora nos escritórios, velhas rivalidades dos pavilhões: Larry Bird, antiga figura dos arquirrivais Celtics, é hoje o presidente dos Indiana Pacers; e Michael Jordan, a lenda dos Chicago Bulls que destronou Magic como figura maior da liga no início da década de 1990, é o dono dos Charlotte Hornets.

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