Liga portuguesa foi a que mais lucro deu nesta temporada

Contabilizando os mercados de verão e inverno, o saldo foi de 169,75 milhões de euros. Nos negócios feitos apenas no mês de janeiro, Portugal só fica atrás do Brasil

O mercado de transferências de jogadores de futebol encerrou na grande maioria dos países e é tempo de fazer balanços - continua aberto na Rússia, na Ucrânia, na Suíça, na China e no Brasil. E no que toca a Portugal pode-se falar numa temporada 2016-17 bem positiva, pois foi o campeonato que mais lucro apresentou, com um saldo positivo de 169, 75 milhões de euros, à frente de países como o Brasil (um dos mais exportadores de futebolistas), Holanda e Argentina, que compõem o pódio dos campeonatos que mais lucro deram durante esta época. Isto tendo como ponto de referência os dados do portal Transfermarkt.

Refira-se que os clubes portugueses tiveram receitas de 273,6 milhões de euros na venda de futebolistas ao longo de toda a temporada (contando o mercado de verão e inverno); já quanto a gastos em reforços atingiram os 104,3 milhões durante o mesmo período.

A venda que mais contribuiu para este saldo positivo foi a de João Mário ao Inter de Milão, que rendeu 40 milhões de euros ao Sporting, logo seguida de Renato Sanches, do Benfica para o Bayern Munique, por 35 milhões.

Relativamente aos negócios feitos só durante a reabertura do mercado invernal, durante o mês de janeiro, mais uma vez a Liga portuguesa surge em destaque, com um saldo de 51,13 milhões de euros, só atrás do Brasil. Este saldo positivo explica-se pelo facto de os clubes lusos só terem gasto 11,5 milhões de euros e terem recebido 62 milhões de euros de receitas.

Refira-se ainda que, no último mês, o Benfica foi a equipa mundial que mais receitas gerou com vendas de jogadores, num total de 48 milhões de euros - 45 foram feitos só à custa de dois futebolistas: Gonçalo Guedes (30 milhões) para o Paris Saint-Germain e Hélder Costa (15 milhões) para o Wolverhampton. O pódio fica completo com o Wolfsburgo (46,5 milhões) e o Palmeiras, do Brasil (32 milhões).

Se estendermos o espaço temporal a toda a época 2016-17, ou seja, somarmos o mercado de verão no início da temporada, o clube da Luz foi o segundo que maior encaixe realizou com vendas de jogadores, apresentando ganhos de 122,9 milhões de acordo com os dados do Transfermarkt. À frente dos encarnados ficou a Juventus, crónica campeã de Itália, com 165,7 milhões de euros.

Outro dado curioso sobre a janela de transferências que acabou de fechar na passada terça-feira: o Paris Saint-Germain foi o clube que mais dinheiro gastou em janeiro para assegurar reforços, mais concretamente 70 milhões de euros - a equipa treinada por Unai Emery é atualmente terceira classificada na Liga francesa. Seguem-se dois emblemas chineses: o Shanghai SIPG, treinado por André Villas-Boas (67 milhões, e só Oscar custou 60 milhões), e o Tianjin Quanjian, do antigo internacional italiano Fabio Cannavaro (48,5 milhões, entre outros contratou Witsel, por 20 milhões de euros).

Nota ainda para o facto de pela primeira vez desde a temporada 1996-1997 a Liga inglesa ter dado lucro durante o mercado invernal, com um saldo positivo de aproximadamente 18 milhões de euros, número a que se chega depois de subtrair as despesas (253,85 milhões de euros) às receitas (271,40 milhões de euros). Entre os clubes que mais investiram nesta janela de inverno estão os últimos seis classificados: Hull City, agora treinado por Marco Silva, Sunderland, Crystal Palace, Swansea, Leicester e Middlesbrough, que juntos investiram qualquer coisa como 110 milhões de euros.

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