Leça bate Paredes nos penáltis e está nos quartos da Taça de Portugal

Guarda-redes leceiro Gustavo Galil brilhou ao defender dos penáltis e marcar o último

O Leça, do Campeonato de Portugal, qualificou-se esta quarta-feira para os quartos-de-final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer em casa o Paredes, também do quarto escalão, por 6-5, nos penáltis, após 1-1 nos 120 minutos.

A formação da casa adiantou-se aos 27 minutos, por Nani, mas, aos 41, Ismael faturou, de penálti, para os forasteiros, restabelecendo a igualdade, que se manteve até o guarda-redes Gustavo Galil brilhar na lotaria, ao defender dois pontapés e marcar o último.

Nos quartos-de-final, o Leça junta-se, para já, a Tondela e Portimonense, ambos da I Liga.

Leça brilha 22 anos depois dos Dragões Sandinenses

O Leça fez história na Taça de Portugal, ao tornar-se a primeira equipa do quarto escalão do futebol português a chegar aos quartos-de-final no século XXI, repetindo, 22 anos depois, o feito dos Dragões Sandinenses em 1999-00.

Nessa temporada, os Dragões Sandinenses, da III divisão, o quarto escalão, abaixo da I Liga, da II Liga e da II divisão B, lograram esse feito com um triunfo bem mais marcante, já que foi conseguido na casa de um primodivisionário, o Estrela da Amadora.

Os comandados de Ulisses Morais foram vencer à casa de Jorge Jesus por 2-1, num embate em que a figura dos forasteiros foi o avançado Pinheiro, que bisou.

Depois um lance infeliz de Elísio, que marcou na própria baliza e deu vantagem ao Estrela da Amadora logo no primeiro minuto, o avançado dos Dragões Sandinenses empatou aos 23, isolado por Paulo Sousa, e selou a reviravolta já nos descontos, aos 90+2, ao voltar a bater Tiago depois de roubar a bola a Vítor Vieira.

"Foi a humildade e a capacidade de sofrimento que nos levaram ao triunfo", disse Ulisses Morais.

Por seu lado Jorge Jesus deu "os parabéns aos jogadores dos Dragões Sandinenses", lamentando os muitos golos perdidos: "A minha equipa nunca criou tantas oportunidades de golo, só que não conseguimos concretizar, mas não estou dececionado".

Na Estádio José Gomes, na Reboleira, em 26 de janeiro de 2000, o conjunto de Sandim fez história com um onze composto por Jorge, Almeida, Elísio, Teófilo, Hugo, Rebordão, Gilmar, Paulo Sousa, Simões, Pinheiro e Lourenço.

No decorrer do encontro, ainda entraram Tozé, para substituir o lesionado Gilmar, aos nove minutos, e Paulo Campos, lançado para o lugar do primeiro jogador que tinha entrado, aos 69.

O sorteio dos quartos-de-final realizou-se no dia seguinte e aos Dragões Sandinenses calhou a deslocação ao Estádio José Alvalade, para defrontar o Sporting, que no dia do feito do clube do quarto escalão venceu o Benfica, na Luz, por 3-1.

Poucos dias depois, em 09 de fevereiro, o conjunto da III divisão ainda conseguiu suster os leões até ao quarto de hora final, provocando mesmo assobios dos adeptos do Sporting - que viria a sagrar-se campeão nacional - aos seus jogadores.

O extremo espanhol Toñito, aos 76 minutos, o central brasileiro Marcos, aos 83, e o médio Afonso Martins, já aos 90+4 minutos, selaram, porém, o tardio triunfo do onze de Augusto Inácio, que viria a perder a final com o FC Porto, num jogo de desempate.

Antes de caírem face ao Sporting e de eliminarem o Estrela da Amadora, os Dragões Sandinenses afastaram, sempre fora, o Juventude de Ronfe (2-0), o Cabeceirense (4-2) e o Elvas (2-0), todos após prolongamento, e o Paços de Ferreira, da II Liga (1-0).

Na quinta ronda, o conjunto de Sandim jogou pela única vez em casa, batendo o Vilanovense por 2-0.

Agora, 22 anos depois, foi o Leça, que conta quatro presenças no primeiro escalão (1941/42, 1995/96, 1996/97 e 1997/98), a fazer história, num percurso em que eliminou três formações de um escalão superior, duas delas da I Liga.

O conjunto comandado por Luís Pinto começou por bater fora o Pedroso, dos Distritais, por 2-0 e, depois, foi a Pombal superar o conjunto dos Distritais por 4-0.

A formação de Leça da Palmeira começou a tornar-se uma das sensações da prova na terceira ronda, ao receber e afastar o Arouca no desempate por penáltis (2-1), após 1-1 nos 120 minutos, num embate em que o protagonista foi o guarda-redes Gustavo Galil, que parou quatro pontapés na lotaria.

Depois, na quarta ronda, o Leça voltou a ser tomba gigantes, desta vez como um triunfo caseiro sobre o também primodivisionário Gil Vicente, conseguido graças a um golo de Diogo Rosado, apontado aos 65 minutos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG