Katusha não vai ser suspensa após os dois casos de doping

UCI decidiu que Paolini como consumiu cocaína como droga recreativa e não para melhorar performance, a sanção seria "desproporcionada"

A Comissão Disciplinar da União Ciclista Internacional (UCI) decidiu hoje não suspender a Katusha, pelo que a equipa russa poderá disputar, como o previsto, a Volta ao Algarve, entre 17 e 21 de fevereiro. Em causa estavam os controlos positivos do russo Eduard Vorganov, num controlo inopinado, e do italiano Luca Paolini, numa análise recolhida durante a última Volta a França.

Como a Katusha despediu com "efeitos imediatos" Ekimov logo que conhecido o resultado e o facto de a UCI ter considerado a cocaína, substância detetada a Paolini, uma "droga social", de efeitos "recreativos", a Comissão Disciplinar considerou que a suspensão da equipa "seria inapropriada e desproporcionada". A equipa poderia ser suspensa entre 15 a 45 dias, segundo as regras antidoping da UCI.

Vorganov deu positivo por meldonium, uma substância inserida dentro das "Hormonas e moduladores metabólicos" e que passou a fazer parte da lista de substâncias proibidas desde 1 de janeiro, acusando a mesma num controlo fora de competição, realizado a 14 de janeiro. O russo está suspenso preventivamente, podendo pedir a contra-análise da amostra B.

Apesar de ter escapado a uma suspensão por parte da UCI, a Katusha - que conta com José Azevedo como um dos diretores desportivos e o ciclista Tiago Machado - poderá ainda assim ficar fora de algumas competições. A equipa russa pertence ao Movimento por um Ciclismo Credível, que segue regras idênticas no que diz respeito ao doping, ou seja, em caso de dois casos positivos as próprias equipas suspendem a sua atividade durante oito dias. No entanto, tal só acontecerá após ser conhecido o resultado da contra-análise.

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