João Sousa volta a fazer história, agora ao lado do espanhol Busta

Português está nas meias-finais de pares do Masters 1000 de Roma

Depois da histórica conquista do Estoril Open, há duas semanas, João Sousa continua a acrescentar feitos ao seu currículo único no ténis português. Desta vez, o melhor tenista luso de sempre superou barreiras na variante de pares, na terra batida de Roma: ao lado do espanhol Pablo Carreño Busta, apurou-se para as meias-finais do torneio italiano, tornado-se assim o primeiro português a chegar a esta fase de um Masters 1000, em qualquer variante.

João Sousa (47.º do ranking singulares ATP e 172.º em pares) e Carreño Busta (11.º em singulares, 124.º em pares) superaram, nos quartos-de-final, a dupla espanhola formada por Feliciano Lopez e Marc Lopez, vencedores do torneio de pares de Roland-Garros em 2016 e finalistas no US Open em 2017, que detinham o estatuto de oitavos cabeças-de-série em Roma. A dupla ibérica venceu em três sets, por 1-6, 6-3 e 10-4.

Amigos de longa data, tendo convivido vários anos em Barcelona, para onde o português foi treinar aos 15 anos, Sousa e Busta beneficiaram da desistência de última hora dos irmãos americanos Bryan para entrarem no quadro do torneio romano e retomarem uma parceria que não punham em prática desde o o torneio de Indian Wells do ano passado - perderam então na primeira ronda face à dupla Rafael Nadal/Bernard Tomic.

Curiosamente, este sucesso em conjunto chega duas semanas depois de João Sousa ter sucedido precisamente a Carreño Busta como campeão do Estoril Open. A dupla vai agora tentar a inédita presença na final de um dos mais conceituados torneios do calendário tenístico (os Masters 1000 ficam apenas abaixo dos quatro torneios do Grand Slam em matéria de importância), quando, este sábado, medir forças com um par formado pelo uruguaio Pablo Cuevas e pelo espanhol Marcel Granollers, que afastaram os segundo pré-designados da prova, Oliver Marach e Mate Pavic.

Djokovic e Nadal reencontram-se

No torneio de singulares, com uma das suas melhores vitórias dos últimos tempos, o antigo número um mundial Novak Djokovic superou o japonês Kei Nishikori por 2-6, 6-1 e 6-3 e agendou para as meias-finais o 51.º episódio de uma rivalidade histórica, frente ao espanhol Rafael Nadal, que não se atualiza desde o Masters de Madrid de 2017. Djokovic comanda o confronto direto por 26-24, mas em terra batida é o espanhol que lidera por claros 15-7

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