João Sousa enfrenta top 10 pela 26.º vez. Marin Cilic é o próximo

Português entrou a vencer no Open da Austrália - eliminou Dustin Brown - e marcou encontro com o atual n.º 6 do ranking. Para Mats Wilander, Sousa tem ténis para vencer o croata.

No dia em que soube que baixou 11 posições no ranking ATP, João Sousa, atual n.º 70 mundial, estreou-se no Open da Austrália com um triunfo sólido sobre Dustin Brown, 129.º da hierarquia, pelos parciais de 6-4, 6-3, 4-6, 6-7(4) e 6-1. Amanhã, na segunda ronda do Grand Slam australiano, o português vai defrontar o croata Marin Cilic, número seis da tabela ATP, que na jornada inaugural eliminou o qualifier Vasek Pospisil.

O encontro com Cilic será o 26.º duelo de Sousa com um tenista do top 10 mundial, tendo o português vencido só um (em 2013, frente a Ferrer) e obtido ainda uma vitória por desistência frente a Nishikori (Tóquio, 2016). Será o quarto duelo entre o português e o croata, depois de Cincinnati (2015), Pequim e Madrid (ambos em 2014), com o atual n.º 6 ATP a levar sempre a melhor (3-0) e sem nunca ter perdido qualquer set.

Apesar disso, na opinião de Mats Wilander, o tenista nacional tem hipóteses frente ao croata. "O Marin Cilic vai ser um adversário difícil para o João Sousa, isso é garantido. Mas o croata não me pareceu muito convincente no primeiro jogo, por isso, com o ténis que o João Sousa tem, acho que ele tem boas hipóteses de vencer", defendeu o comentador da Eurosport.

Segundo o sueco, "é preferível" que o vimaranense jogue com Cilic numa fase inicial do torneio, pois, apesar de ser um "jogador realmente bom, não tem necessariamente aquele fator intimidante como Federer ou Nadal".

Na primeira ronda, em Melbourne Park, Sousa voltou a defrontar um jogador oriundo da fase de qualificação, mas, ao contrário do que aconteceu em 2017, em que foi afastado por Jordan Thompson, desta vez o português apresentou-se confortável em court e sem problemas em assumir o jogo, apesar de ter sido obrigado a jogar um quinto set. "Muito contente por voltar às vitórias num Grand Slam. Estive sólido, poucos erros não forçados, servi muito bem e fiz um excelente encontro. Agora tenho um dia para desfrutar e preparar-me para a segunda ronda", disse João Sousa, que agora persegue a melhor participação no open australiano, onde em 2015 e 2016 chegou à 3.º ronda e foi eliminado por Andy Murray.

O primeiro dia do Open da Austrália terminou com a eliminação de 11 cabeças-de-série (de um total de 64), com destaque para a vice-campeã em título, Venus Williams, a campeã do US Open Sloane Stephens e o campeão do último Masters 1000 de Paris, Jack Sock. Quem entrou forte foi Rafa Nadal (bateu Estrella Burgos, por um triplo 6-1 ) e Kyrgios (derrotou Dutra da Silva, por 6-1, 6-2 e 6-4).

Polémico discurso de Djokovic

Novak Djokovic, entretanto, desafiou os jogadores a lutar por mais dinheiro nos torneios e a forma como o fez está a dar que falar. Foi no jantar que reúne os tenistas antes do Open da Austrália, que o sérvio se dirigiu ao palco e tomou a palavra. Depois pediu aos não tenistas que saíssem - Chris Kermode da ATP e Craig Tiley do open australiano, incluídos - e sugeriu a criação de um sindicato que represente os tenistas e exija um aumento dos prize money.

O pedido de Djokovic, o primeiro tenista da história a superar os cem milhões de dólares em prémios de jogo (81,5 milhões de euros), aconteceu minutos depois de o diretor do Open da Austrália ter anunciado o aumento do valor total dos prémios de jogo atuais (35,7 milhões de euros), em cerca de 64 milhões de euros, nos próximos cinco a seis anos.

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