Joana Schenker tetracampeã europeia

Atleta algarvia revalidou este sábado o título continental, durante o evento Bodyboard Girls Experience, que está a decorrer em São Vicente, na ilha da Madeira

Joana Schenker sagrou-se este sábado campeã europeia pelo quarto ano consecutivo, assegurando matematicamente o título ao passar às meias-finais do evento Bodyboard Girls Experience, que está a decorrer este fim de semana na ilha da Madeira.

Perante o cenário paisagístico esplendoroso, na praia da Fajã da Areia, em São Vicente, a atleta algarvia de 29 anos beneficiou também da eliminação da compatriota Teresa Almeida, nos quartos de final, para atingir uma pontuação impossível de alcançar.

"Estou super feliz. Um dos objetivos do ano é sempre defender o título europeu. Mas esta prova é especial, porque estão aqui as melhores do mundo. Posso até estar a competir com uma campeã do mundo que não é minha concorrente direta no Europeu", confessou a bodyboarder de origem alemã.

"Estou a sentir-me bem, é uma onda que eu gosto. É especial, porque é preciso compreender bem como ela se forma, porque nem todas as ondas são boas. A escolha é fundamental, mas as condições estavam boas para o campeonato e senti-me bem a surfar. Amanhã [domingo] o mar vai mudar bastante, vai estar bem maior, e isso vai mudar o jogo. Não vai ser tão tático. Vai ser mais físico e de grande rigor. Mas a minha estratégia é sempre a mesma, fazer o melhor a cada heat, independentemente de lá estarem ou não as melhores do mundo, e no final se isso for o suficiente para passar, tudo bem. Mas se perder e fizer o meu melhor, também fico feliz", acrescentou a atleta que este domingo até pode juntar o título mundial ao europeu, mas que diz não querer "pensar muito nisso".

Ainda assim, a tetracampeã europeia diz que se sente "bastante confortável com o mar mais forte", o cenário mais provável para as condições do último dia de prova. "Para mim, é melhor do que as condições que estão hoje [sábado]. Mas amanhã veremos como vai ficar. Haverá espetáculo garantido. Desde o início do ano que tenho mantido o pensamento de pensar heat a heat. Sem heats intermédios, não há resultado final. Não há vencedores à partida, há apenas favoritos. Tudo é possível", analisou, pragmática, e respeitadora do valor das adversárias: "Em termos de contas, a Isabela Sousa e a Alexandra Rinter são as mais perigosas, mas também está aqui a japonesa [Sari Ohhana] que está a surfar muito bem. Essas três e a Neymara Carvalho, que é a que tem mais experiência, são as adversárias com mais peso. Qualquer uma pode ganhar e, destas quatro, três estão no meu heat. Se queremos ser campeãs do mundo, temos de vencer as melhores."

Joana Schenker, que superou a compatriota Ana Peres e a norte-americana Andreia Carvalho Dias na primeira onda, e foi segunda no seu heat dos quartos de final, atrás da brasileira Isabela Sousa, mas à frente das portuguesas Raquel Oliveira e Madalena Padrela, vai entrar em ação este domingo naquele que é considerado o heat mais difícil das meias-finais. Como adversárias, terá a já citada Isabela Sousa, que é a atual campeã mundial, e também a brasileira Neymara Carvalho e a austríaca Alexandra Rinter.

Na outra semifinal, estará outra portuguesa, Catarina Sousa, que vai medir forças com a espanhola Teresa Padilla, a havaiana Traci Effinger e atleta com melhor pontuação alcançada nas duas rondas disputadas este sábado, a japonesa Sari Ohhana. "Estou super contente, porque não compito há dois anos. Já tenho um historial longo, há 20 anos que ando a competir, só que fui mãe e tive de parar. Vim para me divertir e estar com estas miúdas, que para mim são uma segunda família, e para acompanhar as minhas atletas. O último heat não começou nada bem e tive de alterar a minha estratégia, mas se perdesse, era para as minhas atletas. Não tinha quaisquer expetativas, só queria fazer ondas boas. Mas claro que quando nos aproximamos das fases finais, começa a ser difícil e temos de estar mais focadas. O meu objetivo é continuar a fazer ondas boas e, se der para passar, melhor ainda, mas continuo sem pensar num objetivo final. Vou heat a heat. O mar está ótimo. Acho que está tudo a nosso favor", afirmou a veterana atleta, que considera que "a japonesa [Sari Ohhana] está muito forte" e "vai ser dura de roer".

Além das meias-finais, este domingo também se vão disputar as semifinais one on one e a grande final do Bodyboard Girls Experience, que arrancou este sábado com a presença de 24 atletas de sete nacionalidades.

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