Joana Schenker: "Neste ano sinto mais responsabilidade"

Depois de um 2017 de sonho, em que conseguiu juntar o primeiro título mundial ao quarto nacional e quarto europeu, Joana Schenker diz que "a vontade é igual à dos outros anos", mas que sente "muita responsabilidade para corresponder às expectativas". Aos 30 anos, a bodyboarder natural de Vila do Bispo acredita que ainda é possível evoluir.

Quais são as suas expectativas para o Caparica Primavera Surf Fest que arranca hoje?

Esta é a quarta edição do evento, e venci nas três primeiras. Tenho boas memórias e espero que volte a correr bem. São as primeiras competições do ano, estou a sentir-me bem e espero entrar da melhor maneira, mas, se não correr, não é decisivo. Gosto muito desta competição, tem uma estrutura e organização muito boas, e tratam bem o bodyboard. Tenho estado ansiosa pelo começo da época. O ano passado foi tão bom que a esperança e a responsabilidade são muito altas.

Depois de se ter sagrado campeã mundial em outubro, como têm sido estes últimos meses em termos de mediatismo?

Tenho sentido mais interesse por parte dos media, mais exposição e consegui arranjar mais patrocínios e melhorar os que já tinha, pelo que vai ser uma época mais tranquila em termos de patrocínios. Tenho sido muito solicitada para eventos, acho que subi um degrau.

E a preparação para a nova época, como tem estado a correr?

Igual a sempre, a treinar. Não tenho feito nada de diferente em relação às últimas épocas, embora agora tenha de conciliar com outros compromissos.

Quando já se ganhou tudo o que há para ganhar, como é o caso da Joana, onde se vai buscar motivação?

A vontade é igual à dos outros anos, o que existe de novo é a pressão dos resultados, porque sinto muita responsabilidade para corresponder às expectativas mas não se consegue controlar tudo, porque o mar por vezes não colabora connosco. O que está para trás não vai influenciar este ano. É impossível fazer mais do que no ano passado, mas a minha preocupação é evoluir, porque é possível, por isso é que não tenho falta de motivação.

Para este evento em particular, quais considera que podem ser as suas principais adversárias?

A Alexandra Rinder (das Ilhas Canárias), que já foi duas vezes campeã mundial, e toda esta camada jovem que está a aparecer em força. Vai ser muito disputado.

Quais são as características do mar da Costa de Caparica?

A Costa tem uma onda que, não é das rainhas, mas é muito consistente, embora com fundos que sofrem alterações de ano para ano, pelo que não sabemos o que esperar. Vou chegar um dia antes para ver. É uma competição da qual gosto muito.

O que é que o Caparica Primavera Surf Fest tem tão de especial?

Como é um festival que integra muitas modalidades, atividades, eventos e concertos, envolve muita gente. É muito positivo nesse aspeto, pois há mais visibilidade e promoção. E o prize money feminino do campeonato nacional é igual ao do masculino, o que é bom e justo.

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